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Benfica x Celtic: palpite e análise (15 out) · Bot de IA betsgo_analyze

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[26-27 UEL Liga Europa da UEFA Fase de liga] SL Benfica x Celtic: Análise e Prévia Início da partida: 15 de outubro, às 16:00 (horário de Brasília)

SL Benfica e Celtic se enfrentam no Estádio da Luz, em Lisboa, pela 2ª rodada da fase de liga da Liga Europa da UEFA, às 16:00 do dia 15 de outubro (horário de Brasília). O Benfica, que venceu o Milan fora de casa na estreia, busca somar mais pontos em seus domínios, enquanto o Celtic, derrotado pelo Ferencváros, tenta conquistar seus primeiros pontos no torneio continental. A chave do confronto é saber por quanto tempo a reformulada defesa do Celtic conseguirá conter o ataque pelas pontas do Benfica.

1. Visão geral da partida e momento das equipes

Na tabela da central de dados de 14 de outubro, o Benfica ocupa a 7ª posição com 1 vitória, 2 gols marcados e sem sofrer gols. O Celtic está em 28º lugar, com 1 derrota, 1 gol marcado e 3 sofridos. O Benfica bateu o Milan fora por 2 a 0, enquanto o Celtic foi derrotado em casa pelo Ferencváros por 3 a 1. O resultado da primeira rodada favorece o Benfica, mas é difícil reproduzir neste confronto caseiro o mesmo padrão da vitória sobre o Milan. Naquela ocasião, o Benfica teve 41% de posse de bola e apostou na pressão e na transição rápida para marcar. Diante do Celtic, a tendência é que a equipe portuguesa fique mais tempo com a bola.

Comparativo Estreia na Liga Europa: Milan 0 x 2 Benfica / Celtic 1 x 3 Ferencváros Jogos oficiais nesta temporada: Benfica 15 jogos (11V-2E-2D) / Celtic 11 jogos (8V-3D) Últimos 10 jogos oficiais: Benfica 9V-1D (30 gols marcados e 7 sofridos) / Celtic 7V-3D (20 gols marcados e 11 sofridos)

A diferença nos retrospectos recentes também passa pelo nível dos adversários. O Benfica venceu 9 dos últimos 10 jogos, mas perdeu por 3 a 1 contra o rival mais duro, o Porto, fora de casa. Naquela partida, o xG (gols esperados) foi de 0.84, mostrando que o Benfica criou poucas chances. Em contrapartida, contra o Milan, marcou 2 gols mesmo com um xG de 0.65. Diante de oponentes fortes, as oportunidades tendem a escassear, e o resultado final dependeu da eficácia na conversão dessas poucas chances.

Um exemplo mais próximo do padrão ofensivo esperado para este duelo foi o jogo em casa contra o Vitória de Guimarães. O Benfica acumulou jogadores pelo lado esquerdo no primeiro tempo para abrir espaços, e Samuel Dahl balançou as redes após tabelar com Vangelis Pavlidis. Apesar das 23 finalizações e um xG de 2.76, a equipe marcou apenas 2 gols. Na etapa final, o ritmo caiu e os erros de passe aumentaram, mas Heorhiy Sudakov veio do banco para selar o 2 a 0. O técnico Marco Silva comentou abertamente sobre a queda física no segundo tempo das últimas partidas. Por isso, mesmo que o Benfica controle a posse e crie jogadas, não é garantido que construa uma vantagem cedo no placar.

O Celtic superou derrotas consecutivas para Ferencváros e Rangers vencendo o Motherwell fora de casa por 2 a 0. Diante do Motherwell, aumentou o volume de jogo ofensivo com 25 finalizações (15 no alvo), demonstrando maior pressão coletiva e compromisso defensivo. Contudo, transformou um xG de 2.85 em apenas 2 gols e cedeu um xG de 1.05. Se a velocidade no ataque e o jogo sem sofrer gols vistos na liga nacional vão se repetir em Lisboa, é outra história. Em suas viagens europeias nesta temporada, o Celtic já perdeu por 4 a 1 para o LASK e sofreu gols nos acréscimos do primeiro tempo e logo na volta do intervalo contra o Ferencváros.

Em termos de desfalques, a situação do Celtic preocupa. O zagueiro titular Cameron Carter-Vickers está fora por lesão muscular na coxa, e o lateral-direito Alistair Johnston também figura na lista de baixas da central de dados. Auston Trusty pode entrar na vaga de Carter-Vickers, mas, após ficar fora contra o Motherwell, voltou a treinar apenas em 14 de outubro. Outra opção é Dane Murray, que jogou 236 minutos nesta temporada e atuou ao lado de Liam Scales contra o Motherwell. Qualquer que seja o escolhido, a dupla habitual Carter-Vickers e Scales não estará disponível.

No ataque, as alternativas do Celtic também são curtas. Yang Hyun-jun, que marcou em setembro, lida com dores na coxa, enquanto Jhon Durán não viajou com a delegação devido ao nascimento do filho. O técnico Martin O'Neill indicou que Durán pode viajar separadamente para Lisboa, mas sua escalação não estava confirmada na véspera do jogo. Sem Durán de início, o lado direito ofensivo deve ficar a cargo de Hysem Hassan. Com Jota e Shim Mheuka fora da lista de inscritos para as competições europeias, as opções de banco para o setor ofensivo ficam ainda mais restritas.

No Benfica, Jakub Kamiński e Daniel Banzuzi dificilmente jogam. Kamiński deu assistência, marcou gol e ainda recuou para formar uma linha de cinco sem a bola contra o Milan. Sua ausência aumenta a responsabilidade dos outros meias na pressão e na transição defensiva. Na lateral direita, Alexander Bah treinou normalmente e deve atuar no lugar de Banzuzi. Marco Silva já confirmou Anatoliy Trubin como titular no gol e indicou que deve dosar a minutagem dos zagueiros. O restante dos 11 iniciais segue sob projeção, mas o treinador avisou que não fará grandes mudanças drásticas.

O calendário também impõe cenários distintos aos treinadores. O Celtic volta a campo em três dias para encarar o Hearts pela liga local. O'Neill ressaltou tanto a relevância do campeonato escocês quanto o desejo de avançar na Liga Europa, sem confirmar rotações prévias. O Benfica, por sua vez, não joga no fim de semana e sua próxima partida será apenas no dia 23 de outubro. Como ambos atuaram pela última vez em 11 de outubro, a diferença de descanso para este jogo é pequena. Na hora do pontapé inicial em Lisboa, não há previsão de chuva e o vento deve ser fraco, sem condições meteorológicas que interfiram no estilo de jogo.

O histórico mostra que o Celtic perdeu todas as 4 partidas anteriores disputadas fora de casa contra o Benfica. No entanto, o último embate ocorreu na temporada 2012-13, e os técnicos e elencos são completamente diferentes. Para avaliar este confronto, a formação titular atual e o desempenho tático visto nos jogos recentes pesam muito mais do que confrontos diretos antigos.

2. Análise dos confrontos diretos

Se o Benfica mantiver a posse de bola por longos períodos, o lado direito da defesa do Celtic será o setor mais exigido. Contra o Vitória de Guimarães, Gianluca Prestianni flutuou do meio para a esquerda, e o lateral Dahl avançou ao campo de ataque. Ao trocarem passes pelo mesmo corredor, atraíram a marcação adversária, culminando na infiltração de Dahl para o primeiro gol. Desta vez, Souffian El Karouani pode ser o titular na vaga de Dahl. El Karouani também contribuiu contra o Milan com um passe rasteiro decisivo pela ponta. Assim, mesmo mudando o atleta, o apoio do lateral-esquerdo segue como uma rota ofensiva importante para o Benfica.

Do lado escocês, quem deve ocupar esse setor é a dupla Colby Donovan e Hassan. Martin O'Neill já criticou a recomposição e o posicionamento de Hassan sem a bola. Se Hassan não recuar para acompanhar o lateral-esquerdo do Benfica, Donovan terá de lidar sozinho com o lateral adiantado e o ponta que corta por dentro. Caso a zaga precise fazer a cobertura pelo lado, surgirão brechas no centro da área. Diante do Ferencváros, o Celtic sofreu gol por infiltração entre os zagueiros e, em seguida, cedeu outro tento nas costas de Donovan após este avançar. A nova dupla de zaga sem Carter-Vickers terá de monitorar esses mesmos dois espaços.

Na ponta direita do Benfica, o duelo fica entre Dodi Lukébakio e Kieran Tierney. Contra o Milan, Lukébakio cortou repetidas vezes da ponta para dentro buscando o chute de pé esquerdo, abrindo o placar na segunda tentativa. Se Tierney ficar retido atrás para conter esse movimento, o Celtic perde força de ataque pela esquerda. Caso Tierney suba, o Benfica ganha o espaço nas suas costas para contra-atacar. O apoio de Tierney é crucial para o Celtic: contra o Ferencváros, ele infiltrou pelo corredor esquerdo para servir o gol de empate de Mika Biereth. O comportamento desses dois jogadores terá impacto direto na criação de chances de ambas as equipes.

Nas saídas de bola do Celtic, a profundidade de Tierney e os passes de Benjamin Nygren serão vitais. Nygren lidera as estatísticas de ataque do Celtic na temporada, com 5 gols e 4 assistências. Se João Palhinha travar a capacidade de Nygren receber pelo meio e encarar a marcação de frente, o Celtic será forçado a recorrer aos lados do campo. Com Durán titular, o time escocês ganharia velocidade também pela direita; contudo, sem ele ou chegando em cima da hora, fica difícil repetir as jogadas criadas ao lado de Yang Hyun-jun em setembro. Caso Durán entre no segundo tempo, pode explorar os espaços cedidos pelo avanço dos laterais do Benfica.

O pressing do Benfica é outro fator relevante. Contra o Milan, a pressão na saída de bola adversária gerou finalizações em poucos toques. Diante do Celtic, caso a nova dupla de zaga e Callum McGregor troquem passes recuados no próprio campo, roubadas de bola podem resultar em chances imediatas de chute. Todavia, a ausência de Kamiński, peça-chave nessa marcação diante do Milan, impede garantir a mesma eficiência. A rapidez de Sudakov e dos companheiros na reação após a perda da posse será determinante.

Com o passar dos minutos, as substituições dos comandantes devem mudar a dinâmica. Nas duas derrotas europeias do Celtic, os gols sofridos se concentraram ao redor do intervalo. Se o Benfica abrir vantagem até esse período, O'Neill pode arriscar povoando o ataque, assim como fez contra o Ferencváros, mas desta vez terá menos opções de ofício no banco. Já Marco Silva tem dosado o desgaste por volta dos 65 aos 70 minutos. Se Pavlidis não começar como titular, o atacante com 8 gols na liga poderá entrar no decorrer da etapa complementar. Conforme o Celtic adiantar suas linhas para reagir, as peças vindas do banco benfiquista podem se beneficiar dos espaços na defesa escocesa.

O inverso também é viável. Se o Benfica optar por um time mais próximo da formação contra o Milan, o entrosamento entre Dahl e Pavlidis que rendeu o primeiro gol diante do Vitória de Guimarães não estará disponível de início. Caso essa nova estrutura mantenha a bola sem conseguir converter a posse em oportunidades nas pontas, o Celtic pode manter a igualdade e alcançar a janela de queda de ritmo do Benfica na reta final. Nessa hipótese, se Tierney escapar nas costas de Bah ou se Durán entrar imprimindo velocidade, a probabilidade de gol do Celtic cresce. Por isso, passar incólume no início é o plano prioritário dos visitantes.

3. Conclusão e palpite

Nossos placares previstos são 3 a 1 ou 3 a 0 para o Benfica. Se Durán atuar, achamos mais provável o 3 a 1 com o Celtic descontando no segundo tempo; sem ele, ficamos com o 3 a 0 a favor do Benfica. A tendência é que o Benfica explore a ponta esquerda e o desentrosamento da nova zaga do Celtic para liderar o placar até o intervalo, ampliando com peças do banco após o Celtic adiantar o time em busca da reação. Se Durán jogar, o Celtic tem condições de marcar em contra-ataques após os 60 minutos aproveitando a queda física do Benfica, mas a escassez de opções no banco dificulta uma reação sustentada.

Os laterais do Benfica e Prestianni têm capacidade de colocar à prova o lado direito e o miolo da zaga escocesa sem Carter-Vickers. Enquanto Marco Silva conta com opções ofensivas de impacto para a etapa final, como Pavlidis e Echeverri, O'Neill tem leque restrito por lesões e ausências na lista de inscritos. Mesmo que o Celtic consiga sobreviver à faixa do intervalo — momento em que levou gols nas duas derrotas continentais —, o Benfica tem mais recursos para manter o ímpeto com as trocas.

Acompanhamos a direção indicada pelo mercado em favor dos mandantes. No entanto, enquanto as cotações pesam mais para um placar econômico com base nas médias prévias de gols, nós projetamos uma partida em que o Celtic possa até descontar no final caso Durán entre em campo. A premissa básica dessa análise é o Benfica abrir o placar até o intervalo. Se o Celtic passar por esse período zerado, não terá a urgência de se lançar à frente prematuramente, e a queda de ritmo do Benfica no segundo tempo pode transformar o confronto em uma disputa equilibrada decidida por apenas um gol de diferença.

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