O Burnley pode transformar uma recuperação no momento certo em ataque antes que o Wolves se reorganize. O Wolves consegue fazer a bola passar pelo meio e chegar às pontas, então o primeiro passe depois da pressão e a bola seguinte na área devem definir este jogo. Os dois times vêm criando chances pelas laterais e em bolas afastadas sem direção, o que torna esses duelos mais reveladores do que a posse de bola por si só.
Hatate e Laurent têm ajudado o Burnley a sair rápido da recuperação e encontrar Bruun Larsen ou Ramazani. Pires também leva perigo com cruzamentos, e os gols recentes do Burnley vieram de vários jogadores entrando na área, não de um único centroavante. André e Djiga dão ao Wolves uma saída para superar a primeira linha de pressão, enquanto Trippier e López podem acionar Bellegarde e o lado oposto.
As mudanças na escalação deixam a disputa na área ainda mais importante. O Burnley não conta com Ahmedhodžić, que se lesionou contra o Charlton, e Ekdal está entre os defensores disponíveis. O Wolves não terá Armstrong, que jogou contra o Bolton, enquanto Jiménez já estava fora. Os jogadores de lado seguem à disposição, mas a função de referência central terá menos minutos de jogadores comprovados.
Uma recuperação de bola cedo pode deixar os pontas do Burnley de frente para a defesa do Wolves, e Pires pode manter o ataque vivo depois de um corte. O Wolves também tem um caminho pelo meio até as pontas, então o trabalho do Burnley na segunda bola será importante durante todo o jogo. A combinação recente do Burnley de gols após recuperações, bolas pela lateral e diferentes finalizadores oferece um caminho mais forte para criar as chances decisivas. Por isso, ficamos com o Burnley.