Este jogo depende de a pressão dos armadores do Baskonia conseguir atrapalhar o Beşiktaş antes de a bola chegar aos outros jogadores que criam as jogadas. O Baskonia agora tem mais opções para a rotação de pivôs, mas o posicionamento atrás dessa pressão ainda está em desenvolvimento. O Beşiktaş tem várias maneiras de movimentar a bola e concluir as posses, então o duelo deve ser decidido por mais do que o resultado mais recente de cada equipe.
O Baskonia pode criar jogadas com Simmons, Spagnolo e Baugh, e contar com Lawson, Stewart e Duarte para finalizar do perímetro. A explosão ofensiva contra o Girona mostrou o poder de fogo desse grupo, enquanto o jogo contra o Milan ainda estava empatado nos minutos finais. O Beşiktaş tem outro caminho com Wilbekin, Brown e Dotson: eles podem passar pelo primeiro marcador, encontrar Zizic no garrafão ou acionar Morgan e Omoruyi na posição de ala-pivô, justamente uma área que, segundo o técnico Galbiati, o Baskonia ainda está aprendendo a defender.
Santos se juntou a Faried na rotação de pivôs do Baskonia, dando à equipe mais cobertura do que nos primeiros jogos. O Beşiktaş já disputou seus jogos recentes da Euroliga sem Jeffries, enquanto Zizic e os outros criadores mantiveram seus papéis. Por isso, o padrão ofensivo atual da equipe é mais útil para a análise do que tratar a ausência de Jeffries como uma novidade.
O Baskonia deve pressionar os armadores desde o início e buscar ataques rápidos em casa. O Beşiktaş pode responder acertando o primeiro passe e deixando os outros criadores atacarem antes que a defesa se reorganize; depois, pode manter essa combinação de jogo por dentro e por fora durante os quartos intermediários. Por isso, ficamos com o Beşiktaş para vencer esta partida.