[LaLiga 26-27] Real Madrid x Sevilla: análise e prévia Início da partida: 18 de outubro, 16h00 (horário de Brasília)
O Real Madrid enfrenta o Sevilla no Santiago Bernabéu, às 16h00 (horário de Brasília) de 18 de outubro, pela 9ª rodada da LaLiga 2026-27. Precisando correr atrás do líder Barcelona, o Real Madrid entra em campo sem Vinícius Júnior, e o Sevilla também perdeu jogadores que participavam da pressão alta e dos gols. O ponto central é como a formação de cada time vai influenciar a pressão no primeiro tempo e as substituições no segundo.
1. Panorama do jogo e situação das equipes
Na tabela do data center de 17 de outubro, o Real Madrid tem 8 jogos, 6 vitórias e 2 derrotas, com 18 pontos, e ocupa o 4º lugar. O Barcelona, que venceu os 9 jogos, está 9 pontos à frente. O Sevilla tem 8 jogos, 4 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, com 14 pontos, e está em 5º. Três dias depois deste jogo, o Real Madrid recebe o RB Leipzig pela Champions League e, em seguida, visita o Barcelona. O Sevilla tem 8 dias até o próximo jogo do campeonato, então não há razão de calendário para poupar titulares nesta partida.
O Real Madrid venceu os 4 jogos em casa na LaLiga nesta temporada, com 13 gols marcados e 2 sofridos. Mas os jogos em que marcou vários gols em casa foram diferentes do mais recente, contra o Villarreal. Quando o Villarreal pressionou a saída de bola desde o primeiro tempo, o Real Madrid teve dificuldade para avançar pelo meio, e a vitória por 1 a 0 veio mais da contenção de gols e do ajuste de posicionamento no segundo tempo do que do ataque. Na partida anterior, fora de casa contra a Roma, o time virou de 1 a 3 para 4 a 3, mas os 3 gols marcados depois dos 82 minutos saíram todos de escanteios. As duas últimas vitórias não garantem que a goleada em casa se repita.
O Sevilla está invicto fora de casa na LaLiga, com 2 vitórias e 2 empates em 4 jogos, e marcou em todos os 8 jogos do campeonato. Os adversários foram Athletic Club, Espanyol, Deportivo La Coruña e Levante. Por outro lado, perdeu por 1 a 3 tanto para o Atlético de Madrid quanto para o Barcelona nesta temporada. O retrospecto do Sevilla fora de casa não tem nada parecido com enfrentar um rival forte no Bernabéu, como agora.
O empate por 3 a 3 com o Levante mostrou ao mesmo tempo a força e o problema do Sevilla. A equipe roubou um passe curto de recuo na pressão alta para abrir o placar e chegou a abrir 2 gols de vantagem. Logo depois, porém, sofreu o gol de descontar e, mesmo voltando a ficar à frente, não conseguiu segurar a vitória. Contra o Barcelona, três meias atrapalharam a construção do adversário e o primeiro tempo terminou 1 a 1, mas, com a queda de intensidade no segundo tempo, o time sofreu 2 gols. São dois jogos que mostram, cada um, que o Sevilla consegue pressionar um time forte e que tem dificuldade para sustentar esse modelo até o fim.
Equipes Real Madrid: principais desfalques nesta partida: Vinícius Júnior (suspenso) e Rodrygo (lesão no joelho) / opções de retorno e substituição: Dean Huijsen volta de suspensão; Jan Diomande deve atuar pela esquerda Sevilla: principais desfalques nesta partida: Miguel Sierra (cirurgia), Isaac Romero (suspenso) e Giorgi Kochorashvili (fora da convocação) / opções de retorno e substituição: ataque centrado em Robbie Ure; Lucas Stassin volta à convocação
Vinícius fez 1 gol e 3 assistências na LaLiga nesta temporada. Sem ele, muda a forma como o Real Madrid atraía a marcação pela esquerda com dribles no mano a mano. Diomande deu a assistência para o gol de Mbappé contra o Elche, após receber um passe em profundidade de Valverde, e contra o Villarreal transformou um passe de Valverde no gol da vitória. Mesmo que jogue pela esquerda, como se espera, é mais provável que ele opte por finalizar ou cruzar logo depois de receber a bola do que repetir os movimentos de Vinícius. Na defesa do Real Madrid, Huijsen volta de suspensão, e Éder Militão também foi convocado depois de um longo período afastado.
Os desfalques do Sevilla atingem tanto a pressão quanto a finalização. Sierra foi titular nos 8 jogos da LaLiga e fez 2 gols, e Isaac Romero, com 2 gols e 1 assistência, mudava o ataque no segundo tempo. Kochorashvili fez a pressão do meio-campo de três ao lado de Fofana e Agoumé contra o Barcelona, mas desta vez ficou fora da lista de convocados. O técnico Luis Garcia Plaza apontou como alternativas manter o número de jogadores no meio com Nico ou Manu Bueno, ou recuar Fofana e avançar Peque. Ele também explicou que, sem Romero, escalar Ure e Stassin juntos como titulares deixaria poucos atacantes para entrar depois.
O histórico de confrontos favorece o Real Madrid. Nos últimos 10 jogos entre as equipes na LaLiga, segundo o data center, o Real Madrid tem 9 vitórias e 1 empate, e a última vitória do Sevilla no Bernabéu pelo campeonato foi em dezembro de 2008. Mas o técnico do Real Madrid nos dois confrontos mais recentes não era o atual, José Mourinho. E Vinícius, autor do gol da vitória por 1 a 0 em maio, também não pode jogar desta vez. Mais do que os resultados do passado, vale olhar como o Sevilla criou chances e não finalizou e como o Real Madrid fez o gol decisivo com poucas oportunidades.
2. Análise do confronto
O Sevilla deve pressionar o Real Madrid já na saída de bola. No primeiro tempo contra o Barcelona, Kochorashvili, Fofana e Agoumé se moveram juntos para atrapalhar a ligação de passes do adversário, e o time abriu o placar depois de roubar um lateral no campo do rival. Contra o Levante, a pressão alta também levou a um passe de recuo curto e ao primeiro gol. O Real Madrid, por sua vez, não conseguiu avançar bem com Valverde e Tchouaméni no primeiro tempo contra o Villarreal. Se o Sevilla roubar a bola em posições parecidas, Ure e Correia podem seguir o ataque a curta distância.
O Sevilla, porém, não pode repetir o meio-campo que usou contra o Barcelona. Com Nico ou Manu Bueno, o trio no meio se mantém, mas um jogador com pouca rodagem teria de disputar com os titulares do Real Madrid. Se Fofana recuar e Peque avançar, as opções ofensivas da segunda linha aumentam, mas sobram menos jogadores para proteger a defesa depois que Agoumé avançar. Tão importante quanto o ganho de uma pressão bem-sucedida é saber como reagir quando a bola não é recuperada.
O Real Madrid pode responder a essa pressão com lançamentos e avanços rápidos. Contra o Villarreal, mesmo com a troca de passes curtos bloqueada, os lançamentos de Alexander-Arnold geraram chances para Mbappé. Valverde também deu passes em profundidade nos gols contra o Elche e o Villarreal. Se a defesa do Sevilla subir para acompanhar a pressão e não cortar o primeiro passe, Mbappé ganha tempo para infiltrar nas costas dos zagueiros. Se Camavinga começar ao lado de Valverde, o time ganha ainda a opção de conduzir a bola e escapar da primeira pressão. Já com Tchouaméni e Valverde juntos de novo, pode se repetir o problema de progressão visto no primeiro tempo contra o Villarreal.
Depois de recuperar a bola, o papel de Ure cresce no Sevilla. Contra o Barcelona, ele recebeu de costas para os zagueiros e deu tempo para os atacantes de lado avançarem, e contra o Levante ajudou no gol de Correia com um passe de cabeça. Se o zagueiro central do Real Madrid vencer a primeira disputa com Ure, fica difícil para o ataque do Sevilla se sustentar lá na frente. Se Ure segurar a bola, Ejuke e Correia podem atacar as costas dos laterais que subiram. Esse caminho ganha importância se o Real Madrid sofrer o primeiro gol e adiantar ainda mais os laterais.
O Real Madrid também tem a bola parada. Dos 9 gols nos últimos 4 jogos, 5 começaram em escanteios ou faltas, e na virada sobre a Roma, Endrick, Espí e Rüdiger participaram do escanteio de Güler. O Sevilla é um dos times que mais vencem duelos aéreos nesta temporada, mas só esse número não permite concluir que ele neutralize todas as bolas paradas dentro da área. Por outro lado, também não há base para esperar que o Real Madrid marque em sequência como no fim do jogo contra a Roma. O que importa é como o Sevilla lida com a primeira bola e com a sobra nas cobranças de Güler.
No segundo tempo, a diferença entre os reservas pode pesar. Mourinho colocou Vinícius aos 52 minutos contra o Villarreal, mudando a posição de Valverde, e contra a Roma fez duas trocas de uma vez aos 59. A virada sobre a Roma também veio da participação dos substitutos nas bolas paradas. O Sevilla, por sua vez, não manteve a intensidade da pressão no segundo tempo contra o Barcelona, e desta vez não tem Isaac Romero e Kochorashvili, que ajudaram a mudar o desenho do ataque naquele jogo. Se o Real Madrid aguentar a pressão do primeiro tempo, poderá lançar novos atacantes depois dos 60 minutos para explorar o meio e as laterais do Sevilla.
Mas essas trocas nem sempre significam mais ataque. O Real Madrid volta de Roma, enfrenta o Sevilla e, três dias depois, joga a Champions League de novo. Mourinho admitiu o cansaço dos jogadores que atuaram mais minutos. Contra o Elche, o time chegou a trocar jogadores com 2 gols de vantagem e levou o empate. Se o Real Madrid estiver na frente, o padrão de gols do segundo tempo pode variar conforme as substituições forem para marcar mais ou para reduzir os minutos de jogadores-chave.
3. Palpite final e conclusão
Achamos que o Real Madrid vence. O Sevilla mostrou que consegue cortar o primeiro passe de progressão do Real Madrid com a pressão do primeiro tempo, mas hoje não pode usar o meio-campo de três do jogo contra o Barcelona. Sierra, que concluía as jogadas depois da bola recuperada, está fora, e Isaac Romero, que mudava o desenho do ataque no segundo tempo, também. O Real Madrid terá de ajustar o ataque pela esquerda sem Vinícius, mas pode contar com as infiltrações de Mbappé, a bola parada de Güler e a entrada de atacantes no segundo tempo.
O placar previsto é 2 a 0 ou 3 a 0 para o Real Madrid. No primeiro tempo, a pressão do Sevilla pode travar o avanço curto do Real Madrid. O Real Madrid deve abrir o placar com lançamentos ou bola parada e, depois dos 60 minutos, ampliar para 2 gols de diferença com os reservas contra um Sevilla de intensidade menor. Se Mourinho poupar jogadores-chave para o jogo seguinte, o jogo pode terminar em 2 a 0, e, se os substitutos ou uma bola parada no fim voltarem a render gol, será 3 a 0.
O mercado, pelo retrospecto do Real Madrid em casa e pelas ausências do Sevilla, dá peso não só à vitória, mas também a uma diferença maior no placar. Achamos que os desfalques do Sevilla pesam mais ao reduzir a chance de o time marcar depois da pressão do que ao aumentar os gols do Real Madrid. Com 2 gols de vantagem, o Real Madrid também tem motivo para administrar o jogo pensando na próxima partida. O que mudaria esta projeção é o Sevilla roubar a bola no campo do Real Madrid ainda no primeiro tempo e marcar primeiro. Aí, enquanto o Real Madrid se apressa no ataque, o Sevilla também ganha chances de explorar as costas dos laterais.