O Santos chega embalado por uma sequência de cinco vitórias no campeonato, mas essa série diz mais sobre eficiência nas finalizações e desempenho do goleiro do que sobre controle dos jogos. O Flamengo cria mais chances e cede menos, e alguns dos nomes que sustentaram a boa fase do Santos estarão ausentes. A tendência é o Flamengo ficar com a bola diante de um Santos fechado, pronto para sair em velocidade. O primeiro gol pode definir quase tudo que vem depois.
Os números dos dois times mostram uma diferença grande. O Flamengo lidera a tabela, com saldo de gols de 55 a 23, e, nos últimos nove jogos com estatísticas disponíveis, teve média de 57% de posse de bola, cerca de 15 finalizações por partida e um balanço de gols esperados perto de 1,9 a favor e 0,8 contra. O Santos é o oitavo colocado e sofreu 41 gols. Na sequência de vitórias, foi superado em finalizações por 20 a 9 contra o São Paulo, 18 a 8 contra o Corinthians e 15 a 5 contra o Internacional. As finalizações de Gabigol e um goleiro que fez mais defesas do que deveria mantiveram os resultados positivos.
Esse goleiro, Brazão, está fora por uma lesão no ombro, e o reserva Diógenes será titular. Everton Cebolinha, que deu a assistência para Gabigol contra o São Paulo, não pode jogar por causa de uma cláusula contratual. Arthur também está fora, com uma lesão na coxa, e Coutinho fará sua primeira partida como titular, embora ainda não tenha condições de jogar os 90 minutos. A expectativa é que Willian Arão deixe o meio-campo e vá para a defesa, com Gustavo Henrique avançando para fazer uma proteção extra. Neymar deve ficar apenas no banco.
O Flamengo também tem baixas. Arrascaeta está fora após uma cirurgia no punho, e Léo Ortiz não joga por motivos pessoais; por isso, Danilo deve formar dupla com Léo Pereira na defesa contra Gabigol. Sem seu melhor passador no terço final, o Flamengo deve criar mais pelas pontas, com Samuel Lino e Plata ou Carrascal partindo para cima de Rodinei e Escobar e cruzando para Pedro. O time também não entra em campo há 18 dias: terá pernas descansadas, mas pode começar em ritmo lento.
A expectativa é de Vila Belmiro lotada e barulhenta, com o Santos pressionando cedo e Gabigol tentando explorar as costas da nova dupla de zaga. Se o Flamengo superar esse momento e abrir o placar, o Santos terá de sair da sua organização defensiva. Aí, uma defesa reformulada e um goleiro reserva vão encarar um time que finaliza bastante. Na meia hora final, o Flamengo ainda pode colocar Bruno Henrique e De la Cruz, enquanto o meio-campo do Santos pode sentir o desgaste ao redor de Coutinho.
A fase do Santos esconde o que está faltando ao time para esta partida, enquanto a vantagem do Flamengo na criação de chances e seu desempenho defensivo devem aparecer também fora de casa. Por isso, ficamos com a vitória do Flamengo na Vila, por mais de um gol de diferença.