Jogando em casa, o Fulham cria chances, mas acaba desperdiçando muitas. O Newcastle chega com o meio-campo central desfalcado, e seu ataque no campeonato mal tem colocado os goleiros à prova ultimamente. A grande questão é: a posse de bola do Fulham consegue superar uma defesa enfraquecida pelo meio antes que o Newcastle encaixe um contra-ataque? Achamos que os desfalques inclinam essa disputa a favor dos mandantes.
Sob o comando de Arbeloa, o Fulham fica com a bola em Craven Cottage, normalmente entre 64% e 76%, e seus números de chances são fortes: 1,44 xG contra o Hull, 1,62 contra o Manchester United e 2,19 e 3,14 nos dois jogos contra o Palace. Os resultados ficaram aquém por causa da finalização. As derrotas seguem um padrão: o Fulham domina, desperdiça chances e sofre no contra-ataque de um adversário com um meio-campo que funciona.
Este Newcastle não tem isso. Joelinton jogou em 2 de novembro e desde então foi descartado por Jaissle. Ramsey está suspenso após receber o cartão vermelho naquele dia, e Miley não joga desde meados de outubro. Isso tira da equipe o jogador que vence duelos, o que conduz a bola e um protetor da defesa. Assim, a dupla de volantes Berge e Charles deve levar a melhor nas segundas bolas e manter a pressão, como fez quando o Fulham venceu o Hull por 18 a 5 em finalizações.
Do outro lado, o Newcastle tem produzido muito pouco no campeonato: dois, dois e um chutes no alvo em três dos últimos quatro jogos, além de quase não ameaçar no primeiro tempo. As alternativas mais realistas são lançamentos nas costas dos laterais avançados do Fulham e cabeçadas dos zagueiros em bolas paradas. As duas são ameaças reais, mas nenhuma tem gerado muitas chances claras.
Esperamos que o Fulham tenha a maior parte da posse, que o Newcastle se feche e aposte nas bolas longas, e que os escanteios e a pressão constante do Fulham acabem vencendo um goleiro que vem sofrendo mais gols do que as chances concedidas justificariam. Por isso, nosso palpite é na vitória do Fulham.