A China sofreu oito gols nos últimos dois jogos em casa, e a maneira como eles saíram preocupa ainda mais do que o placar em si. O sistema defensivo está fazendo água: linha de impedimento batida, erro de corte na zaga e falha de goleiro. O Tadjiquistão é uma equipe que costuma balançar as redes com frequência e chega muito mais descansada para este confronto. Não confio na China para dar a volta por cima e vencer aqui.
O 0 a 5 contra a Palestina foi a primeira derrota da história da China diante desse adversário. O primeiro gol saiu depois que Liu Yang não conseguiu afastar a bola da área, o segundo veio em uma infiltração que quebrou a linha de impedimento, e Yan Junling aceitou um frango logo no começo do segundo tempo. O técnico Shao Jiayi pediu desculpas após o apito final e afirmou aceitar todas as críticas. Quatro dias antes, a equipe já havia levado 0 a 3 da Nova Zelândia. Quando os gols continuam saindo sempre dos mesmos erros, o problema é estrutural, não azar.
O Tadjiquistão marcou 21 gols nas suas últimas 10 partidas e passou em branco apenas uma vez nos últimos 20 jogos. Esse é exatamente o pior tipo de adversário para enfrentar quando a sua linha defensiva vive sendo pega de surpresa. Além disso, eles tiveram oito dias de preparação, enquanto a China vai para a sua terceira partida em um intervalo de cerca de dez dias.
O histórico contra um adversário em comum também ajuda a contar essa história. A Palestina enfiou 5 a 0 na China dentro da própria casa chinesa, mas bateu o Tadjiquistão por apenas 4 a 2. Por esse retrospecto, essas duas seleções não estão tão distantes tecnicamente, mas a China ainda entra com status de franca favorita. Com a confiança tão abalada no lado dos mandantes, vejo com ótimos olhos a chance de os visitantes arrancarem um resultado positivo aqui.