O Porto pode pressionar a primeira saída de bola do PSV e sufocar os visitantes perto da área. Mesmo assim, o PSV ainda encontra caminhos pelo meio para explorar os espaços abertos nas costas dos laterais do Porto. Em Anfield, a tendência é o Liverpool começar impondo um ritmo agressivo, mas o Villarreal já provou que sabe sustentar bem sua formação quando joga fora contra adversários de peso. O confronto vai depender muito de o Liverpool recuperar rápido a posse para impedir que o Villarreal encontre opções no meio para sair jogando.
Contra o Leipzig, o PSV conseguiu criar boas jogadas mesmo sem vários jogadores que estão no departamento médico há mais tempo, e Kovář teve bastante trabalho, mantendo o placar equilibrado. Sano e as peças disponíveis pelos lados podem ajudar a equipe a escapar da pressão alta do Porto. Além disso, os últimos gols dos portugueses na Europa contra o Betis saíram de uma bola parada e do banco de reservas, e não de um volume contínuo de finalizações. Til, Mauro e Perišić ainda inspiram cuidados físicos, mas a base testada do PSV dá opções para encarar o jogo. Fico com o PSV para manter a desvantagem curta.
O Villarreal cedeu poucas chances claras de perigo ao Madrid jogando fora e conseguiu produzir no meio com seu ataque atual diante do Elche, mesmo já sem Pepe. No Liverpool, Wirtz, Barcola e Isak têm muita capacidade de criar e empurrar a bola para a rede, mas o LASK também conseguiu criar contra os Reds, e o bloco compacto do Villarreal tem se segurado em visitas complicadas. O retorno de Gravenberch qualifica a primeira bola do Liverpool, embora a cobertura pela direita venha sofrendo mais mudanças nos últimos tempos. Fico com o Villarreal para não deixar o Liverpool desgarrar no placar.