A posse de bola do City deve colocar em evidência o espaçamento do meio-campo do AEK e a sua primeira opção de escape. Já o confronto do Stuttgart com o Atlético gira em torno dos passes que superam a primeira linha de pressão e dos jogadores que chegam logo atrás dela. São partidas em que a ação seguinte à recuperação da bola importa tanto quanto o domínio territorial inicial.
A conexão entre Pilios e Majer pelo AEK rendeu um gol e outras oportunidades diante do Shakhtar. A preparação da equipe na Inglaterra dá tempo para organizar uma cobertura compacta no meio-campo antes de acionar essas infiltrações. O City tem mostrado facilidade para entrar na área, e as finalizações disputadas de Haaland foram responsáveis por grande parte do volume recente no ataque.
Haaland continua como dúvida, sem estar descartado, e Semenyo é desfalque depois de entrar no decorrer da sua última partida. Brignoli já atuou pelo AEK, e Varga também soma minutos recentes vindo do banco. Espero que o City ocupe mais o campo de ataque e que o AEK use as saídas pelos lados para seguir vivo no jogo. Fico com o AEK para manter o placar apertado o bastante e seguir competitivo.
O Stuttgart consegue conectar Stiller com Undav e depois acionar Demirović por meio de bolas rasteiras e cruzamentos na segunda trave. A derrota para o Hamburgo ainda teve cabeceios perigosos e bola na trave; já o duelo contra o Slovan mostrou essas jogadas resultando em gols. O Atlético tem seu próprio caminho bem mapeado com a retenção de Baena, a movimentação de Grimaldo e a chegada de Barrios após o primeiro passe.
Romero agora é ausência após ter sido titular contra o Espanyol, mudando a dupla de zaga do Atlético. A principal dinâmica ofensiva do Stuttgart continua disponível, sem a necessidade de um retorno de Mittelstädt ao time titular. Espero que as disputas da pressão inicial abram espaço para essas infiltrações de apoio, e aposto que tanto Stuttgart quanto Atlético balançam as redes.