O Liverpool pode ditar o ritmo da partida com marcação pressão alta, movimentação pelas pontas e bolas paradas. O Villarreal tem estrutura suficiente para responder à pressão e acionar seus homens de frente assim que supera essa primeira barreira. Do outro lado, o meio-campo e as pontas do Stuttgart também costumam abastecer a área com frequência, enquanto o Atlético tem capacidade de atacar os espaços deixados pelo avanço dos laterais rivais. Os dois jogos dependem de como essa pressão inicial vai se desenrolar: se vai virar um controle contínuo ou provocar uma reação do adversário pressionado.
Wirtz, Barcola e Isak oferecem ao Liverpool várias alternativas diretas de ataque, mas o apoio pelas pontas que Frimpong entregou contra o LASK fará falta após a lesão que sofreu diante do Brentford. O Villarreal criou chances mesmo rodando bastante o elenco contra o Elche e pode contar novamente com Moleiro, Gerard Moreno e Mikautadze, enquanto a ausência de Pepe já vinha fazendo parte das escalações recentes. A postura diante do Napoli mostrou como o setor ofensivo consegue se manter perigoso após sofrer gols. Acredito que o Villarreal terá escapadas com posse e combinações ofensivas suficientes para deixar a disputa equilibrada. Por isso, fico com o Villarreal para fazer um jogo parelho.
Stiller e Undav continuam achando espaços pelo meio, e os pontas do Stuttgart seguem municiando a grande área. Chabot e Jeltsch atuaram juntos os 90 minutos nas últimas partidas, apesar de outros desfalques na defesa, enquanto o Atlético terá de substituir Romero, que esteve em campo contra o Espanyol e acabou vetado depois. Baena e Álvarez continuam sendo armas perigosas nos contragolpes do Atlético, mas o ataque nas visitas mais difíceis tem produzido menos do que os placares recentes sugerem. O volume constante de bolas na área e a dupla de zaga entrosada dão ao Stuttgart uma boa via de resposta. Por isso, fico com o Stuttgart para não perder.