Esta estreia de temporada coloca frente a frente duas formas bem diferentes de pontuar. O Boston vive de um alto volume de bolas de três, enquanto o Detroit busca pontuar no garrafão com infiltrações, arremessos de dois e lances livres. O jogo deve ser decidido por quanto o volume de arremessos do Boston vai resistir contra uma defesa bem postada, e por qual rotação estará mais pronta logo no primeiro dia da temporada.
O ataque do Boston na pré-temporada foi quase metade em bolas de três: cerca de 47 tentativas por jogo, com aproveitamento em torno de 36%, além de aproximadamente 54% nos arremessos de dois pontos. Tatum está de volta em plena forma, Paul George entrou no lugar de Jaylen Brown e Mitchell Robinson dá vantagem nos rebotes. A equipe fez 4-0, mas apenas dois desses jogos foram com o time completo, sendo que a última partida da pré-temporada foi entregue ao fim do banco. Até mesmo o quinteto titular ainda não está definido, com Scheierman e Walsh disputando espaço ao lado das estrelas.
O Detroit vai pelo caminho oposto. Cunningham, Thompson, Duncan Robinson e Duren estão de volta sob o mesmo comando técnico, e o ataque se apoiou nos arremessos de dois com cerca de 59% de conversão e entre 30 e 41 lances livres tentados por jogo nas partidas da pré-temporada com estatísticas completas. A defesa cedeu apenas cerca de 35 tentativas de três por jogo e segurou os rivais perto de 49% nos arremessos de dois, que é exatamente o volume de arremessos de que o Boston precisa. Nos confrontos da temporada passada, o Detroit levou a melhor em três de quatro jogos, embora ambos os elencos tenham mudado desde então.
Os desfalques não alteram esse cenário. No Boston, Devin Carter está fora com mononucleose, mas é um jogador de contrato two-way fora da rotação principal. No Detroit, Taurean Prince é dúvida por motivos pessoais e já não era esperado na rotação de abertura. Os principais nomes de ambos os lados — Tatum, George, Cunningham e Duren — aparecem todos saudáveis no relatório mais recente.
Espero um jogo em que o Boston force as bolas de três contra uma defesa que vai dar trabalho, enquanto o Detroit deve seguir atacando o aro e cavando lances livres diante da sua torcida. A disputa nos turnovers também pesa: o Detroit desperdiçou bastante a bola na pré-temporada, mas o Boston não força muitos roubos, então os pontos de transição podem não desequilibrar o confronto. Se os arremessos do Boston forem contestados e o início de jogo mantiver um tom físico, o jogo de garrafão do Detroit tende a se sustentar melhor. Por isso, fico com a vitória simples do Detroit Pistons.