Duas equipes em má fase se enfrentam, mas o choque mais claro em quadra está na linha de lance livre. A melhor arma do Akita é Mark Smith atacando a cesta e cavando faltas, enquanto o ponto mais fraco do Altiri Chiba no momento é uma rotação curta de pivôs, que vive mandando os adversários para a linha. O problema de turnovers do Altiri aponta na mesma direção. A resposta da equipe é o arremesso de três, capaz de mudar qualquer jogo, mas que precisa estar em dia para funcionar.
Esperamos uma vitória do Akita em casa, com o volume de lances livres de Smith e as bolas de três. Ele cobrou 15 lances livres contra o Yokohama e 13 contra o Kyoto; nas duas vitórias do Akita em casa, a equipe teve 30 e 31 tentativas de lance livre, contra apenas 12 e 14 dos adversários. O Altiri cedeu de 24 a 30 tentativas de lance livre em quatro jogos recentes e perdeu a bola 20 vezes em cada uma das duas últimas partidas em casa. Tanto o técnico quanto o capitão apontaram os turnovers no fim dos jogos como um problema.
A ausência que pesa é a de Kai Sotto. Ele está fora do elenco ativo do Altiri, sem previsão de retorno, então a equipe depende de Pardon e Davis no garrafão. Davis foi eliminado por faltas contra o Gunma. O Akita pode revezar três pivôs estrangeiros — Wetzell, Murphy Jr. e Travis —, o que lhe dá vantagem nos minutos de banco no garrafão. A dificuldade habitual do Akita nos rebotes apareceu contra equipes com garrafões fortes, e o Altiri sem Sotto não é uma delas. Os principais jogadores do Akita atuaram na última partida.
O caminho do Altiri passa por Newbill também chegar à linha e por Ando, Kurokawa e Sugimoto acertarem as bolas de três, especialmente no terceiro quarto, quando o Akita costuma dar espaço. Isso deve manter o primeiro tempo equilibrado.
Ao longo dos quatro quartos, porém, esperamos que a diferença nos lances livres e algumas posses extras geradas pelos turnovers do Altiri pesem, com Smith na linha e o pivô a mais do Akita nos minutos finais. Por isso, ficamos com o Akita em casa.