Esta partida coloca frente a frente um time que tem a bola e outro que sabe exatamente o que fazer sem ela. Com o técnico interino, o River Plate (Argentina) domina a posse, mas tem dificuldade para transformar esse volume em gols e vem sofrendo gols em poucas chances dos adversários que se fecham atrás. O Belgrano é compacto, paciente e eficiente; seus gols costumam sair no fim, muitas vezes com jogadores que vêm do banco. A forma como o River perdeu pontos no último mês é justamente a maneira como o Belgrano gosta de jogar.
Juno
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Este jogo será decidido pelo que acontecer depois dos 60 minutos. Com Amorim, o Milan constrói as jogadas com calma e vence no segundo tempo, principalmente com jogadores que chegam de trás e atletas que saem do banco. Com Sarri, a Atalanta fica com a bola e joga com a linha alta, mas vai ao San Siro sem três zagueiros e sem três de suas principais fontes de chances. A dúvida é se uma defesa remendada da Atalanta vai resistir à pressão do Milan na reta final, enquanto um ataque desfalcado tenta criar alguma coisa do outro lado.
As duas partidas dependem do mesmo fator: qual defesa mudou nesta semana e qual ataque continua intacto. No Celtic Park, os dois sistemas defensivos estão desfalcados, mas as duas linhas de frente seguem completas. Em Malmö, o time da casa escala uma dupla de zaga totalmente nova, enquanto a defesa dos visitantes já se entrosou depois de também lidar com desfalques. Nos dois jogos, as ausências pesam mais para um lado do que a tabela do campeonato sugere.
Dois jogos e dois mandantes encarando adversários com fragilidades bem claras. Em La Bombonera, o Boca Juniors (Argentina) pega um Talleres que quase não tem criado perigo ultimamente, enquanto o Boca sofre pouquíssimos gols em casa. Em Chiba, o grande problema do lanterna não é como começa os jogos, mas como termina, e pela frente terá os titulares descansados do Marinos. Nas duas partidas, uma das equipes tem uma estrutura bem mais sólida, ainda que nenhuma tenha vida fácil.
Este clássico de Tóquio mostra um padrão claro para um dos lados. Nesta temporada da liga, o Verdy perdeu por exatamente dois gols todas as vezes que enfrentou um time da metade de cima da tabela — e a mais recente dessas derrotas foi já sob o comando do novo técnico, Naoki Soma. O FC Tokyo costuma manter o jogo equilibrado no início e construir as vitórias depois dos 60 minutos. A questão é se o novo começo do Verdy vai mudar esse padrão ou apenas adiá-lo.
Dois jogos em que o roteiro da partida parece desenhado antes mesmo de a bola rolar. Em Viena, o Rapid dita o ritmo em casa, enquanto o Hartberg cede campo quando joga fora; assim, a questão não é quem terá a posse de bola, mas o tamanho da vantagem que será construída. Em Frankfurt, dois sistemas defensivos que cedem muitas finalizações rodada após rodada ficam frente a frente, e os dois técnicos prometeram posturas ofensivas. Nenhuma das duas partidas tem cara de que vai se manter sob controle durante os noventa minutos.
Este é um confronto entre duas defesas que cedem chances exatamente do jeito que o ataque adversário gosta de explorar. Em casa, o Lyon criou bastante em todos os jogos registrados, e seus gols saem de todos os setores do campo. O Crystal Palace sob o comando de Sage pressiona alto e tem cedido um volume pesado de chances na maioria das suas partidas recentes. Além disso, cada equipe tem um caminho que não depende de falhas do outro lado.
Essas duas partidas da MLS têm o mesmo desenho: um time da casa cujo ataque cria à vontade contra um visitante cujo único caminho confiável é justamente a forma como esse mandante não para de sofrer gols. Em Miami, o meio-campo desfigurado do NYC encara um trio central que marcou em vinte jogos seguidos, enquanto a defesa do Miami segue sendo batida por lançamentos nas costas da zaga. Em St. Louis, o ataque agressivo do time da casa pega uma defesa remendada do Vancouver, e a bola parada do Vancouver encontra um adversário que sofreu gols em todos os jogos recentes como mandante. Nenhuma dessas partidas parece daquelas que se decidem por um gol só.
Este jogo é mais equilibrado do que as manchetes fazem parecer. A longa lista de desfalques do Feyenoord pesa mais no banco do que no time titular. Sua principal arma, a pressão alta em casa, ataca justamente o momento em que o Como vem tendo dificuldades nesta temporada. No papel, o Como tem um elenco melhor e finalizadores mais eficientes, mas, sem Kean, suas chances nem sempre viraram gols.
A Espanha venceu o primeiro jogo desta janela, mas o placar escondeu o que realmente aconteceu em campo. Os dois gols espanhóis saíram nos primeiros 15 minutos em transições rápidas, e, a partir dali, os Estados Unidos criaram a maioria das chances, enquanto a Espanha passou o segundo tempo inteiro sem finalizar uma única vez. Para a revanche, as opções ofensivas da Espanha diminuíram ainda mais, enquanto a equipe americana chega com a mesma base de poucos dias atrás. Este é um duelo de transições para os dois lados, e não um confronto truncado ou dominado por apenas uma equipe.
Este é um jogo aberto em que os dois lados têm boas condições de marcar, mas as duas listas de desfalques não se anulam. O Lens perdeu a organização defensiva na zaga. O Sporting perdeu um homem de transição no meio-campo, e isso empurra o ataque deles justamente para o corredor por onde o Lens mais tem cedido espaços. O desfecho vai depender se o trio de zaga improvisado do Lens aguenta os cruzamentos e a movimentação na área durante os noventa minutos.
Dois jogos em que os resultados até aqui contam uma história mais forte do que as chances criadas. O Eibar lidera a Segunda División mesmo sendo superado em finalizações em quase todos os jogos, enquanto o Oviedo é uma muralha em casa, mas agora está sem boa parte do seu ataque. Os jogos do Newcastle têm sido cheios de gols, com um aproveitamento muito acima das chances criadas, e agora a equipe enfrenta o Coventry, que se defende recuado e não tem um centroavante experiente.
O bom mês de setembro do Galaxy parece melhor na tabela do que foi em campo. Os pontos vieram contra times do meio da tabela, e muitas vezes eles criaram menos chances que os adversários nesses jogos. Fora de casa, contra as equipes mais fortes do Oeste, perderam por dois gols de diferença e criaram muito pouco. Em casa, o St. Louis é um adversário de outro nível em relação aos times que o Galaxy vem vencendo.
Este duelo na parte de cima da tabela, em Herning, não é contra o mesmo Midtjylland que construiu a sequência invicta. Todos os defensores que jogaram a última partida do campeonato estão fora, assim como o goleiro. A defesa que manteve o time sólido também marcou uma boa parte dos gols em bolas paradas. O Copenhagen chega com várias formas de marcar, e o jogo será definido por como essas alternativas vão se chocar com uma defesa remontada.
Essas duas partidas colocam frente a frente um time que gosta de ter a bola e outro que rende melhor quando recupera a posse e parte para o ataque. Em ambos os casos, o time que controla a bola cria bastante, mas perde a posse justamente da maneira que o adversário gosta para marcar. Não parece que um time vá dominar o outro. A expectativa é de jogos abertos, com chances surgindo dos dois lados.
Este Napoli de Allegri não tem se distanciado dos times do meio da tabela, e a torcida em casa deve esperar um jogo aberto, em vez de uma partida controlada. O Frosinone chega com um estilo direto, de pouca posse de bola, mas que ainda assim gera muitos chutes. Suas chances aparecem cedo e em contra-ataques. O Napoli também chega com a defesa reformulada e sem seu principal marcador no meio-campo. O confronto parece menos desequilibrado do que os nomes sugerem.
Este jogo será decidido pelo jogo aéreo. O Derby cede muitas chances no Pride Park e agora enfrenta um time que costuma marcar em bolas alçadas e bolas paradas, enquanto sua defesa perdeu o jogador que levava a melhor nesses duelos. O Wrexham cria pouco com a bola rolando fora de casa, então tudo depende de conseguir ganhar território e cavar bolas paradas em quantidade suficiente. O primeiro gol em uma bola parada deve ditar o rumo do restante da partida.
As odds do México estão pesando pelo peso da camisa, e não pelo futebol que a equipe vem jogando no momento. Sem Quiñones e Jiménez — atacantes responsáveis por sete dos dez gols da seleção na Copa do Mundo —, o time comandado por Rafa Márquez até fica com a bola, mas produz muito pouco. O Chile vem de derrotas, mas cria bem mais chances do que os resultados indicam. Por isso, não vejo o México vencendo com facilidade nesta partida.
A sequência da seleção dos Estados Unidos parece melhor no placar do que foi em campo, e é isso que define este jogo. O mercado pesou bastante a mão a favor dos mandantes depois das notícias sobre lesões no Canadá, além de três vitórias seguidas dos EUA. Mas duas delas vieram com uma ajudinha, e os jogadores que dão força à pressão canadense seguem todos disponíveis. O time de Jesse Marsch deve conseguir fazer deste um jogo bem disputado.
Essas duas partidas da Nations League são reencontros rápidos, então voltei ao que realmente aconteceu nos primeiros jogos, em vez de me prender aos placares. Ambos terminaram 0 a 0, mas de maneiras bem diferentes. Na Eslovênia, a Escócia dominou o jogo e simplesmente não conseguiu concluir. Na Finlândia, quase nada aconteceu em nenhum dos lados. As condições por trás desses dois cenários continuam presentes para os jogos de volta.
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