O Kashiwa aposta em um estilo ofensivo agressivo e de muito volume, criando jogadas com cruzamentos pelos lados e bolas enfiadas entre as linhas. Já o Kobe joga com uma estrutura mais equilibrada e eficiente, sustentada por uma defesa sólida e transições rápidas. Com o choque desses estilos, a tendência é que o Kashiwa tente ditar o ritmo no início por jogar em casa, enquanto o Kobe deve suportar a pressão. Conforme o jogo avançar para o segundo tempo, o cansaço do Kashiwa deve abrir espaços para o Kobe aproveitar.
Os pontas do Kashiwa vão bater de frente com a amplitude defensiva do Kobe, testando a capacidade do adversário de travar os cruzamentos. Ao mesmo tempo, o miolo de zaga do Kashiwa terá que segurar o perigoso contra-ataque do Kobe. Além disso, o Kashiwa não terá os meio-campistas Tezuka e Kumasaka, perdendo profundidade no elenco justamente em um jogo que exige pernas frescas. O desgaste acumulado pelos 120 minutos do Kashiwa na copa recente contrasta bastante com o descanso de 16 dias do Kobe. Como o estilo caótico do Kashiwa o deixa vulnerável na reta final, a consistência defensiva e o maior frescor físico dão a vantagem estrutural ao Kobe. Por isso, fico com o Vissel Kobe.