A pressão da Alemanha e as movimentações do Japão entre as linhas fazem da primeira saída de bola o duelo central da partida. A Alemanha acelera as jogadas após recuperar a bola, com cruzamentos e infiltrações de jogadoras que chegam pelo lado oposto. O Japão usa a largura do campo para abrir espaços por dentro e aproximar várias jogadoras da área. Os amistosos recentes mostram dois ataques funcionais, cada um com um jeito diferente de encontrar espaços.
Contra a Austrália, a Alemanha transformou recuperações de bola em chances com Senß e Kössler, enquanto o cruzamento de Wamser encontrou Kett chegando pelo lado oposto. Na partida contra o Haiti, o Japão mostrou outra forma de construir: Nagano deu sustentação ao meio-campo, Hasegawa e Miyazawa jogaram mais adiantadas, e a amplitude de Hamano abriu espaço para as jogadoras por dentro. Essa troca extra de passes dá ao Japão um caminho concreto para fazer a Alemanha defender além da pressão inicial.
Tanaka e Ueki estão fora da convocação atual do Japão, mas a partida contra o Haiti mostrou que o ataque continuou criando e finalizando com Seike, Hamano, Hasegawa e as reservas. Chiba marcou e depois deu o passe para Hijikata. A defesa reformulada da Alemanha também já tem experiência em campo, e Kössler vem sendo uma substituta produtiva no ataque. Essa comparação leva em conta o papel das jogadoras, não o tamanho da lista de desfalques de cada equipe.
Esperamos que os primeiros minutos girem em torno da pressão da Alemanha na saída de bola e da busca do Japão por espaços às costas dessa pressão. As duas equipes continuaram criando chances depois das substituições em suas partidas anteriores, então há boas opções para receber a bola além das titulares. Contra a Austrália, a Alemanha cedeu perigo em um cruzamento rasteiro e uma cabeçada, em segundas bolas após escanteios e em um lance no fim com uma jogadora livre. Vamos dar mais peso à amplitude e às combinações pelo meio do Japão neste confronto, e por isso ficamos com o Japão para sair sem derrota.