O mercado interpretou muito mal a dinâmica deste confronto ao se prender a uma sequência de vitórias superficial e ignorar uma mudança estrutural crucial. O Botafogo acaba de dar um salto enorme no comando técnico ao contratar Tite, que aproveitou os 18 dias de pausa para implementar seu sistema defensivo notoriamente disciplinado. A sequência recente de vitórias do Vasco da Gama esconde uma equipe que costuma ter péssimo desempenho fora de casa e chega muito desfalcada para este jogo.
O retrospecto do Vasco como visitante é péssimo: apenas uma vitória em 13 partidas. A capacidade de ameaçar a defesa do Botafogo fica bastante comprometida pelas ausências de peças importantes do ataque: Andrés Gómez está suspenso, e Brenner, lesionado. Sem esses jogadores de referência, falta força ao ataque para superar um adversário bem organizado.
Apesar dos resultados ruins antes da pausa, o Botafogo tem uma base sólida no Estádio Nilton Santos e perdeu apenas três partidas em casa. O período prolongado de descanso foi uma minipré-temporada perfeita para um técnico de alto nível reorganizar o elenco e ajustar as transições. Enfrentar um adversário enfraquecido e historicamente fraco fora de casa cria o cenário ideal para o Botafogo reafirmar sua força como mandante e dar a volta por cima.