[26-27 Campeonato Inglês] Millwall x Swansea City: Análise e Prognóstico Início da partida: 13 de outubro, às 15:45 (horário de Brasília)
Millwall e Swansea City se enfrentam no The Den, em Londres, pelo Campeonato Inglês, no dia 13 de outubro, às 15:45 no horário de Brasília (14 de outubro, às 03:45 no horário da Coreia). O líder Swansea City quer consolidar a ponta da tabela, enquanto o Millwall, 8º colocado, busca a vitória em casa para encostar no pelotão de frente. Embora a equipe visitante esteja melhor classificada, o mercado internacional aponta um ligeiro favoritismo para o Millwall antes do confronto.
1. Panorama da partida e momento das equipes
As duas equipes disputaram 9 rodadas pela liga. Até 12 de outubro, o Swansea soma 20 pontos (6 vitórias, 2 empates e 1 derrota), e o Millwall tem 14 pontos (4 vitórias, 2 empates e 3 derrotas). O Millwall marcou 16 gols — 1 a mais que o Swansea —, mas sofreu 15 gols, mais que o dobro dos 7 sofridos pelo Swansea. Enquanto construía sua pontuação no ataque, o Millwall frequentemente concedeu chances aos rivais. O Swansea ostenta a defesa menos vazada da liga, mas só esse número não garante que a zaga tenha neutralizado o ataque adversário em todos os jogos.
Nesta temporada após 9 rodadas da liga: Posição e pontos: Millwall 8º (14 pts) / Swansea City 1º (20 pts) Campanha: Millwall 4V-2E-3D / Swansea City 6V-2E-1D Gols marcados e sofridos: Millwall 16 e 15 / Swansea City 15 e 7
Ambos venceram seus compromissos em 10 de outubro. O Millwall bateu o Preston North End fora de casa por 1 a 0, com Camiel Neghli completando o passe para trás de Luke Cundle, que entrou no segundo tempo. A equipe encerrou um jejum de 3 jogos sem vitória na liga, mas criou poucas oportunidades claras contra o lanterna. Já o Swansea saiu atrás contra o Norwich City, mas virou para 2 a 1 na etapa final com gols de Moussa Yeo e Adam Idah. A atual sequência de 3 vitórias consecutivas do Swansea inclui jogos em que a equipe saiu perdendo no primeiro tempo e buscou a virada depois do intervalo, a exemplo dos duelos contra Lincoln City e Norwich City.
O desempenho por mando de campo também contrasta com a tabela de classificação. O Swansea tem 3 vitórias e 1 derrota em 4 jogos como visitante na liga, com 8 gols marcados e 5 sofridos. Em casa, foram 7 gols em 5 partidas, com dois empates por 0 a 0. A equipe balançou mais as redes jogando fora, onde o adversário se expõe mais ao avançar. O Millwall, em 4 partidas como mandante, tem 2 vitórias, 1 empate e 1 derrota, marcando 9 gols e sofrendo 5. Venceu Norwich City e Bolton Wanderers com autoridade, mas perdeu por 3 a 0 para o Wrexham. Naquele confronto contra o Wrexham, após sair atrás, adiantou suas linhas e acabou castigado nos contra-ataques. Por isso, o fator The Den por si só não basta para cravar a superioridade do Millwall.
O Millwall ostenta 4 vitórias e 1 empate nos últimos 5 confrontos diretos contra o Swansea. Esse retrospecto, no entanto, não reflete com precisão o momento atual. Desde então, o ataque pelos lados do Swansea se reformulou com nomes como Yeo, Joseph Opoku e Elijah Just. Quando o Millwall venceu por 2 a 1 no The Den em janeiro passado, os treinadores já eram os mesmos de hoje, mas Mihailo Ivanović, que marcou naquela ocasião, está fora desta partida. O detalhe mais relevante daquele jogo não foi o placar final, mas sim o fato de os 3 gols terem saído de cruzamentos e disputas aéreas.
O técnico Alex Neil, do Millwall, costumava alterar a formação conforme as opções disponíveis, mas recentemente declarou priorizar a consistência na escalação titular e nas funções em campo. Diante de rivais fortes, o Millwall se posta sem a bola em duas linhas de 4 para fechar o meio; ao recuperar a posse, busca Taïryk Arconte nas costas da zaga após passes de Neghli. Os arremessos laterais longos de Lyndon Dykes e os escanteios de Jensen Metcalfe também são armas frequentes. Neil conta agora com mais opções de banco do que em setembro: Ryan Leonard e Tristan Crama retornaram no último jogo, enquanto Elkan Baggott e Dan Kelly também disputam vaga. Em contrapartida, com as ausências de Josh Coburn e Ivanović, faltam alternativas para dividir com Dykes a presença física na referência ofensiva.
O Swansea de Vítor Matos joga num 4-3-3 baseado em longas posses de bola. O lateral-esquerdo Josh Tymon apoia o ataque, enquanto o meio-campista Melker Widell abastece o mesmo corredor com cruzamentos e passes para trás. Os dois gols da virada sobre o Norwich City nasceram de cruzamentos pela esquerda. Na lateral direita, Filip Lissah vem cobrindo a ausência de Josh Key, e Gonçalo Franco foi titular na última rodada na vaga de Stephen Eustáquio, que tem problema no ombro. O zagueiro Cameron Burgess também deve desfalcar o time. A principal dúvida médica é Idah, substituído mancando logo após marcar o gol da vitória sobre o Norwich. Há notícias de que a questão no joelho não é grave, mas sua presença ainda não está confirmada. Caso Idah seja poupado, Žan Vipotnik é a alternativa para o comando do ataque.
O período de preparação foi curto para ambos os lados. O Swansea viajou a Londres sem realizar treinos de contato após a reapresentação de 10 atletas que serviram suas seleções. Matos destacou que a preparação contra o Norwich City também foi prejudicada pelo retorno tardio do elenco, o que causou falta de precisão em certos momentos do primeiro tempo. O Swansea volta a campo três dias depois deste duelo para encarar o West Ham United. Esse calendário pode pesar na rotação do time titular: quando Matos poupou 5 titulares na visita ao Southampton, o Swansea pecou pela baixa intensidade no primeiro tempo e sofreu sua única derrota na liga até aqui.
2. Análise dos encaixes do jogo
O ponto determinante da etapa inicial será como o Millwall colocará a bola na grande área do Swansea. A jogada a partir do lateral longo de Dykes gerou 2 gols no primeiro tempo contra o West Ham United, e o escanteio cobrado por Metcalfe resultou em gol contra o Middlesbrough. O zagueiro Caleb Taylor e o recém-recuperado Crama também sobem para disputar o jogo aéreo. O Swansea sofreu durante todo o primeiro tempo com os laterais longos e bolas esticadas do Lincoln City, além de ter perdido a maioria das disputas aéreas contra o Norwich City. Há motivos para o Millwall insistir nessa fórmula desde o apito inicial.
Perder duelos aéreos não significa necessariamente sofrer gols de bola parada. Nesta temporada, os gols sofridos pelo Swansea aconteceram por diferentes vias: infiltrações, pênaltis e erros na saída de bola. A chave para o Millwall será ganhar a segunda bola após o primeiro choque para finalizar, repetindo o plano de janeiro. Se o Millwall mantiver a pressão logo após os cortes da zaga, Cabango e Welsh terão de sustentar seguidas disputas na área.
Com a bola rolando, a rota de ataque do Millwall deve mirar as costas do lateral-direito do Swansea. Quando Lissah avança, a recuperação de bola do Millwall permite a Neghli acionar as infiltrações de Arconte nesse setor desguarnecido. O primeiro gol sobre o Middlesbrough saiu justamente dessa combinação, e a dupla chegou a balançar as redes no início da partida contra o Preston North End, gol depois anulado por impedimento. O equilíbrio entre o quanto Lissah avançará e o tempo concedido a Neghli para pensar o passe ditará a eficácia defensiva do Swansea.
Do outro lado, Tymon e Widell devem atacar a lateral direita do Millwall. Contra Middlesbrough e West Ham United, o Millwall abriu 2 gols de vantagem na etapa inicial, mas cedeu o empate após sofrer gols depois dos 60 minutos. Em ambos os jogos, houve falhas na cobertura do cruzamento na segunda trave. Diante do Norwich City, o Swansea construiu os gols de Yeo e Idah explorando esse mesmo corredor esquerdo com Tymon e Widell. Considerando que Leonard acabou de voltar de lesão, é provável que o Swansea insista por ali. Vale lembrar, porém, que o desgaste físico e o banco encurtado pesaram naquelas quedas de rendimento do Millwall no segundo tempo. Com os retornos de nomes como Baggott e Kelly, não se pode garantir que o cenário vá se repetir.
A presença ou ausência de Idah altera a maneira como o Swansea conclui seus cruzamentos. Se ele começar jogando, pode brigar pelo cabeceio enquanto Yeo se posiciona para a sobra, repetindo a dinâmica diante do Norwich. Se Vipotnik for o titular, o Swansea precisará variar com jogadas por baixo e movimentação de infiltração na área. Vipotnik foi artilheiro do Campeonato Inglês na temporada passada, mas seu único gol com bola rolando nesta edição saiu saindo do banco contra o Burnley. A ausência de Idah não anula a produção ofensiva da equipe, mas muda o encaixe para reproduzir o impacto das jogadas aéreas vistas nas viradas recentes.
O momento das substituições também será crítico para o Millwall. Dykes cobra os arremessos longos e é a referência para o pivô e as bolas aéreas. Contra o Middlesbrough, quando a equipe vencia aos 56 minutos, Neil tirou Dykes para recompor a defesa com a entrada de Baggott, mas sofreu o empate num cruzamento apenas 5 minutos depois. Desta vez, Neil tem mais opções para reforçar a marcação, mas carece de um substituto direto para Dykes na frente. Sem ele em campo, o Millwall perde simultaneamente a referência para prender a bola no ataque e o cobrador dos laterais longos, colocando à prova sua capacidade de manter o perigo ofensivo enquanto defende uma eventual vantagem.
O primeiro gol mudará completamente os rumos do confronto. Se o Millwall abrir o placar, o Swansea tentará reagir no segundo tempo através do jogo de lado de campo, repetindo o padrão visto contra Lincoln City e Norwich City. Caberá ao Millwall rodar o banco para fechar a área e sustentar a pegada no meio-campo. Se o Swansea sair na frente, o Millwall precisará se lançar à frente. Nas partidas contra Wrexham e Blackburn Rovers, essa postura custou caro nos contragolpes. A questão será o quanto de espaço o Millwall concederá para as transições de Yeo, Opoku e Just.
3. Conclusão e prognóstico
Nossos placares previstos são 1 a 2 ou 1 a 1, sempre na perspectiva Millwall x Swansea City. Vemos um cenário em que o Millwall sai na frente na etapa inicial — seja por arremesso lateral longo, escanteio ou infiltração de Arconte —, com o Swansea reagindo no segundo tempo a partir de suas investidas pelo lado esquerdo. Esse desenho une a dificuldade que o Swansea costuma ter no primeiro tempo após datas de seleções ao estilo vertical e direto do Millwall. Depois do intervalo, o setor de onde Tymon e Widell cruzam coincide com o ponto vulnerável em que o Millwall cedeu gols a adversários qualificados. Embora o Millwall conte com mais peças de reposição na defesa, a equipe ainda precisa provar que consegue ameaçar no campo ofensivo sem Dykes.
Caso Idah comece como titular, o Swansea ganha mais peso com ele e Yeo como alvos na área, o que nos faz projetar a virada para 1 a 2 no segundo tempo. Se Idah for desfalque e Vipotnik for a campo, torna-se mais improvável reproduzir a contundência aérea recente, e a reação tende a parar no gol de empate, indicando o 1 a 1.
O mercado internacional indica um favoritismo sutil para o Millwall. O mando de campo, o retrospecto recente favorável e a questão física de atletas do Swansea justificam essa visão nas cotações, embora os motivos para o movimento das odds não sejam oficiais. O elenco atual difere do histórico passado, e a força dos cruzamentos do Swansea pela esquerda atinge exatamente a fragilidade do Millwall na reta final dos jogos. Por isso, consideramos a probabilidade de vitória do Millwall menor do que as cotações sugerem, mesmo se os donos da casa saírem na frente. Contudo, se além da ausência de Idah o técnico Matos fizer muitas mudanças no time titular a ponto de derrubar a intensidade na etapa inicial, a expectativa de reação do Swansea na volta do intervalo também perde força.