Porto x PSV coloca frente a frente um mandante descansado e com banco capaz de decidir jogos contra um visitante desgastado e sem nenhum centroavante à disposição. Já Napoli x Bodø/Glimt é um duelo com caminhos reais de gol para os dois lados, e não um cenário em que uma equipe domina as duas áreas. Em ambas as partidas, é no segundo tempo que o cenário deve ficar mais claro.
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Duas noites de Liga dos Campeões com desenhos bem diferentes. Em Nápoles, a bola e as finalizações pertencem a apenas um dos lados, enquanto os visitantes vão se fechar na defesa e tentar sobreviver com pouquíssimas chances. Em Anfield, as duas equipes querem a posse e ambas deixam espaço nas costas de uma linha alta, então gols dos dois lados surgem como o desfecho natural.
Três jogos da Liga dos Campeões da UEFA em que a estrutura dos times diz mais do que a tabela. O Napoli volta a campo com sua força máxima contra um Bodo que foi passivo quando jogou fora de casa em um estádio de elite. O Porto, descansado, costuma marcar no fim e encara um PSV sem centroavante, que segue sofrendo gols depois do intervalo. Em Anfield, duas equipes que gostam de jogar para a frente e cedem espaços nas transições devem balançar as redes.
As derrotas recentes do Napoli contam mais sobre os resultados em si do que sobre o futebol que o time vem apresentando. Eles criaram mais chances que Venezia e Villarreal, mas acabaram perdendo nos detalhes de finalização e nas atuações dos goleiros. O Bodø/Glimt chega a Nápoles com o meio-campo desfalcado e um retrospecto fora de casa contra equipes de ponta que pouco mostrou. Enquanto isso, em Stuttgart, as duas equipes atacam defesas remendadas, o que aponta para um duelo aberto em vez de um jogo controlado por um dos lados.
O bom início do Stuttgart na fase de liga foi construído contra Viking e Slovan Bratislava, então a tabela diz pouco sobre este confronto. A forma como o Stuttgart sofre gols — em contra-ataques nas costas dos seus laterais avançados e no final dos jogos — combina bastante com o jeito que o Atlético vem vencendo. A defesa do Atlético também está sólida há um mês. Este parece ser um jogo que vai pendendo de lado conforme o tempo passa.
Duas noites de Liga dos Campeões definidas mais pelo timing do que pelo apito inicial. Em Istambul, um Slavia que pressiona forte, mas quase não faz gols, visita o Fenerbahçe, cujo ataque em casa costuma resolver a parada na reta final graças ao banco de reservas. Em Stuttgart, duas equipes que gostam da posse de bola se enfrentam, e o costume do Atlético de Madrid de fazer primeiros tempos mornos deve deixar o jogo sob controle até uma reta final mais movimentada.
Esta estreia de temporada coloca frente a frente duas formas bem diferentes de pontuar. O Boston vive de um alto volume de bolas de três, enquanto o Detroit busca pontuar no garrafão com infiltrações, arremessos de dois e lances livres. O jogo deve ser decidido por quanto o volume de arremessos do Boston vai resistir contra uma defesa bem postada, e por qual rotação estará mais pronta logo no primeiro dia da temporada.
Esta estreia coloca frente a frente dois estilos que praticamente se anulam no controle das posses de bola. O Detroit aposta muito em forçar turnovers, cavar lances livres e brigar no rebote ofensivo, enquanto o Boston é o time que melhor cuida da bola na liga e tem uma das defesas que menos comete faltas. Quando esses quesitos se equilibram, a partida passa a ser decidida pelo volume de bolas de três do Boston contra a eficiência do Detroit perto do aro, sua continuidade tática e o fator casa. No papel, a vantagem do Boston vem principalmente de reforços que ainda não disputaram uma partida oficial juntos.
Estes dois confrontos colocam equipes mandantes bem estruturadas contra visitantes que perderam a espinha dorsal justamente nas funções mais importantes. O PSV chega ao Porto sem nenhum centroavante de origem, sem seu primeiro volante e com pouco tempo de descanso. O Portsmouth vai ao Molineux sem seus zagueiros, meias de criação e atacantes, em seu terceiro jogo em seis dias. Nos dois casos, o melhor caminho dos visitantes é exatamente aquele em que os desfalques mais pesam.
Dois jogos em que o encaixe tático das equipes pesa mais do que o peso da camisa. De um lado, um mandante que sofre com desfalques nas laterais e encara um visitante que gosta da bola e joga sem medo. Do outro, um time da casa que não para de criar boas chances, mas vem tropeçando por detalhes que poderiam ser evitados, contra um adversário de meio-campo fragilizado.
Esta estreia é mais equilibrada do que os nomes sugerem. Boston traz estatura, rebotes e um volume enorme de bolas de três, enquanto Detroit chega com um quinteto titular entrosado e uma defesa que vive de forçar turnovers. As duas equipes cedem a posse com frequência, então a batalha dos turnovers deve ser movimentada dos dois lados. A grande diferença é que os titulares de Boston quase não jogaram juntos, já que a pré-temporada perfeita da equipe foi construída quase toda pelos reservas.
Duas noites de Liga dos Campeões em que as notícias sobre os elencos pesam mais no jogo do que a tabela. Em uma delas, um time que pressiona perdeu os atacantes de que precisa para ameaçar o mandante. Na outra, a defesa da equipe da casa está desfalcada justamente quando a principal arma dos visitantes são as transições rápidas.
A derrota de 6 a 0 do Fenerbahçe contra o Aston Villa parece pior do que os nossos números mostram: o Villa teve 3,11 de xG contra 1,73 do Fenerbahçe, então o placar exagerou a diferença em campo, e o Fener respondeu gerando 3,77 de xG contra o Alanyaspor. O Slavia vive exatamente o mesmo problema do outro lado. Perdeu por 2 a 0 para o Sabah mesmo criando bem mais (2,04 de xG contra 1,47 e 8 finalizações no alvo contra 6). Ou seja, é o confronto de dois times que ainda não venceram nesta Liga dos Campeões da UEFA Fase de liga e que acreditam que o seu futebol vale mais do que a pontuação mostra. A verdadeira questão é saber qual defesa vai ceder primeiro, já que as duas chegam remendadas.
Napoli x Bodo/Glimt tem um contraste interessante entre o volume de finalizações e a qualidade das chances cedidas na outra ponta. O Napoli finalizou 29 vezes contra o Venezia e mesmo assim não marcou; já o Bodo limitou o Dortmund a poucas chances registradas na vitória recente. Se o Bodo fizer o Napoli finalizar mais de posições desconfortáveis, esse volume pode ser menos ameaçador do que parece. Se o Napoli encurralar o Bodo sem permitir uma saída limpa, os números ofensivos da equipe norueguesa talvez não se repitam nesta partida.
A reformulação defensiva do Barcelona pode mudar a disputa no meio-campo contra o PSG. Hansi Flick afirmou que Frenkie de Jong, Rodri e o estreante Àlex Campos são opções diante das ausências de Jules Koundé e Eric García. Improvisar um meio-campista na zaga pode mexer na saída de bola e em quem recebe o passe na construção do Barça. Essa escolha parece dizer muito mais do que uma simples contagem de desfalques.
O jogo 3 desta semifinal em melhor de cinco tem cara de duelo de arremessador titular e depois bullpen. Nenhum dos dois destros foi feito para ir longe no jogo, então a disputa de verdade deve começar por volta da quinta entrada, decidida por quem tiver os braços mais descansados e profundos e por quem defender de forma mais limpa. O time da casa está lutando para se manter vivo, e essa pressão força a equipe a gastar seus melhores reservas mais cedo.
O confronto de playoffs entre LG e Kia é desenhado pela transição do arremessador titular para o bullpen. O KIA vem construindo sequências de corridas logo cedo ao colocar corredores em base antes dos seus rebatedores de força, enquanto o LG pode responder com potência diante de Shirakawa. Já no vôlei, pela KOVO Cup, o Samsung tem dois finalizadores ativos e o Hyundai tem três, o que torna o primeiro toque e os ajustes no fim dos sets fatores centrais. Ambos os jogos dependem de saber se o ímpeto ofensivo vai se sustentar após a próxima troca de arremessador ou de rotação.
Este é um confronto entre uma equipe com uma fórmula comprovada de vitória e outra que mal deu as caras até agora. De um lado, temos sete jogos oficiais de amostra mostrando que sua defesa gera pontos fáceis. Do outro, uma equipe que disputou apenas uma partida pela liga após uma longa pausa, o que deixa seu real nível ainda sob dúvida.
O ataque no garrafão do Seoul encara uma defesa do Anyang que vem pressionando a bola e impondo forte resistência perto da cesta. As duas equipes têm alternativas para criar jogadas mesmo quando a ação inicial é travada, o que torna a circulação de bola e as linhas de passe decisivas para este duelo. Já no vôlei, o Hyundai apresenta um ataque com mais variações, enquanto o Samsung conta com dois pontuadores eficientes e uma boa oportunidade para pressionar a linha de passe adversária pelas pontas.