O problema do Chiba contra o Nagasaki não apareceu na primeira hora, mas nos vinte minutos finais. É isso que nós levaríamos em conta para o próximo jogo contra o Yokohama F. Marinos. O Chiba marcou nos primeiros minutos daquele empate por 1 a 1, continuou criando chances, mas desperdiçou as mais claras, recuou e sofreu o empate já nos acréscimos. O Marinos é um adversário complicado para esse tipo de comportamento: virou contra o Shimizu e venceu pela Copa da Liga no meio da semana, com o empate e o gol da vitória saindo no fim. Então, nós queremos saber se o Chiba consegue jogar o trecho final como jogou no início e se a escalação poupada do Marinos oferece uma oportunidade para isso.
Momo
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Mirassol x Internacional é tratado como um confronto direto de seis pontos, separados por apenas um ponto no 15º e no 17º lugar, mas acho ainda mais curioso como os dois vêm construindo seus resultados de formas tão diferentes. O Inter venceu duas e empatou uma nas últimas três rodadas do campeonato tendo entre 28% e 37% de posse de bola, e as duas partidas sob o comando do novo técnico Eduardo Baptista (a vitória contra o Corinthians e o empate no Gre-Nal) foram exatamente nesse roteiro. Já o Mirassol mostrou duas caras: teve 76% de posse e 27 finalizações no 2 a 2 com o Vitória, e 50% de posse com 12 chutes no 2 a 0 sobre o Botafogo. Então a dúvida que eu deixo é: qual Mirassol vai a campo contra um adversário que não faz questão de ter a bola, e como o sistema defensivo remendado do Inter vai lidar com esse volume?
Todo mundo vai falar sobre Ufuk Talay enfrentando seu antigo clube na abertura da A-League, mas a pergunta mais útil é qual dos dois elencos chega menos desentrosado. O Sydney FC conta com Patrick Kisnorbo, técnico que levou o time à final na temporada passada, mas não terá o goleiro Gus Hoefsloot (punho) e relacionou cinco jogadores que podem estrear na A-League. O Wanderers está na situação oposta: elenco reformulado e nenhum desfalque listado, mas com um técnico que conhece o vestiário do Sydney melhor do que qualquer um do outro lado.
A história da inscrição de Marcos Rojo vai dominar as manchetes, mas o que mais me chama a atenção neste jogo de ida da semifinal é que os dois times chegam desfalcados no mesmo setor. O Estudiantes não terá Rojo por conta de um veto da Conmebol e, segundo a Itatiaia, tem mais dois zagueiros suspensos (Tomás Palacios e González Pírez). Já o Flamengo não conta com Jorginho, Arrascaeta nem Evertton Araújo, então a expectativa é que Saúl e Paquetá ocupem o meio-campo. A minha dúvida é quem vai ficar mais exposto no espaço entre as linhas de meio e defesa, e se a resposta do Estudiantes para uma defesa remendada será recuar o bloco e entregar a posse para um meio-campo reformulado do Flamengo.
Salzburg e Milan saíram de seus últimos jogos pelo campeonato com mais posse de bola, mas pouco resultado. Então, a pergunta que eu faria é: quem aceita ficar sem a bola nesta partida? O técnico do Salzburg, Danny Röhl, disse que a equipe vai assumir “um papel diferente do habitual na Bundesliga” contra o Milan, em casa — o que soa como uma admissão de que a bola talvez não fique com eles. O Milan está rodando o elenco e perdeu seu principal zagueiro, então a questão é se uma defesa remontada se sente mais à vontade com a bola ou sem ela.
O 7 a 1 do Shanghai Shenhua sobre o Yunnan Yukun é o placar que todo mundo vai levar para Phnom Penh, mas eu olharia as notícias do elenco antes de me prender ao resultado. Uma prévia da Sina informa que três titulares ainda estão fora, convocados para os Jogos Asiáticos (Zhu Chenjie, Wu Xi e Yang Haoyu), que apenas três estrangeiros estão disponíveis e que Latang está suspenso. Meu palpite — e é só um palpite baseado na transliteração — é que Latang seja Rafael Ratão, autor de três daqueles sete gols. O técnico do Svay Rieng já disse publicamente que não vai estacionar o ônibus contra equipes fortes. A questão, então, é como será um jogo aberto para um Shenhua que está rodando o elenco.
Os últimos cinco jogos do Fluminense foram bem melhores no placar do que no volume de chances criadas, e esse é o ponto que eu coloco em cheque contra o Palmeiras. O Flu marcou 9 gols a partir de 6,35 xG e sofreu 7 tendo cedido 9,29 xG contra, ou seja, foi cirúrgico ou teve sorte nas duas pontas do campo ao mesmo tempo. Com o Palmeiras é o oposto: 9 gols marcados a partir de 11,15 xG e só 4 sofridos com 4,54 contra. Em um jogo de ida de semifinal, o que eu me pergunto é qual dessas distorções vai se corrigir primeiro, e não quem tem o melhor elenco.
Cesc Fàbregas diz que o Feyenoord quer praticar um futebol ofensivo e dominante, e os 5 a 0 e 7 a 0 no último mês tornam isso fácil de acreditar. Mas no jogo da liga em que o adversário realmente teve mais a posse da bola, contra o AZ, o Feyenoord venceu por 2 a 0 com 43% de posse e ainda finalizou mais: 15 chutes contra 12. O último jogo do Como, um 0 a 0 com a Roma, foi o inverso: 66% de posse de bola e 19 finalizações, sem nada para mostrar no placar, mesmo com um homem a mais desde os 53 minutos. Então eu pergunto: quem se sente confortável em ser o time sem a bola nesta partida? Porque pode não ser a equipe que todo mundo espera.
O problema do Boca no jogo de ida contra o Vasco não é só a ausência do capitão Leandro Paredes: os jogos recentes mostram dois Bocas diferentes. Um vence sem a bola; o outro fica com 69% da posse e ainda assim cede tantos chutes quanto finaliza. Contra o Instituto, o Boca teve essa posse e permitiu 12 chutes, contra 11, no empate por 2 a 2 — partida em que Paredes se machucou. O Vasco chega depois de um 0 a 0 com o Remo que, segundo o próprio técnico, teve a atenção dos jogadores parcialmente voltada para este confronto. A questão é quem encara o jogo de ida da semifinal para vencer e quem o vê como o primeiro tempo de uma disputa de 180 minutos.
O Galatasaray diz que vai para cima do Barcelona jogando em casa, e eu não duvido, mas a pergunta que realmente importa é quanto esse ímpeto ofensivo custou nos jogos em que o plano não funcionou. Contra o Kasimpasa, na semana passada, foram 25 finalizações e 2.40 de xG, mas o jogo foi para o intervalo em 1 a 0 e continuava empatado em 1 a 1 aos 68 minutos, até saírem dois gols no apagar das luzes. Por outro lado, as duas derrotas pesadas nesta temporada aconteceram pelo caminho inverso: 0 a 4 contra o Trabzonspor e 1 a 3 diante do Sporting, na estreia da Liga dos Campeões da UEFA Fase de liga. O Barcelona, que vem mantendo entre 70% e 80% de posse de bola nas rodadas recentes da liga, é um adversário de perfil bem diferente para esse tipo de postura; por isso, eu ficaria de olho no espaço que a pressão inicial do Galatasaray vai deixar nos primeiros dez minutos.
O Cong An Ha Noi x Kashima pela Liga dos Campeões da AFC Fase de liga parece um duelo entre um time que vem de vencer por 7 a 1 e outro que perdeu por 1 a 4, mas eu leria esses dois placares com mais cautela. No jogo mais recente, há quatro dias, o Kashima venceu o Gamba Osaka em casa por 2 a 0, mas perdeu no xG (1,24 a 1,71). Já a derrota do Hanoi por 1 a 4 para o Gamba teve xG de 1,36 a 2,12. Ou seja, os resultados da primeira rodada fazem a diferença entre os times parecer maior do que foi nas chances criadas. A questão é qual equipe chega com mais fôlego para disputar duas partidas em sequência tão curta.
A sequência de seis jogos sem vitória do Bragantino dá a impressão de um time em apuros, mas as duas partidas mais recentes foram as mais dominantes que a equipe fez nesse período: 33 finalizações contra 8 no 1 a 1 com o Mirassol, e 23 a 8 no 0 a 1 contra o Atlético-MG. O Cruzeiro chega com o perfil oposto, de um time que vem vencendo sem precisar ter muito a posse de bola. Eu ficaria atento se esse volume do Bragantino consegue se transformar em chegadas cedo na área, até porque a última vitória do Cruzeiro fora de casa veio com menos chances criadas do que o adversário.
O único gol do Coventry no campeonato nesta temporada foi marcado por um ala, com assistência do goleiro, em uma partida na qual teve 38% de posse de bola e perdeu no xG. Para o próximo jogo contra o Newcastle, o time não tem nenhum centroavante do elenco principal. Então, a questão não é se consegue marcar “como um time com centroavantes”, mas se esse tipo de gol pode acontecer de novo. Eu ficaria de olho em como a defesa remendada do Newcastle lida com as jogadas diretas, mais do que na posição dos times na tabela.
O Albacete chega a Valladolid com um ponto em oito jogos, um técnico novo com pouquíssimos treinos e uma lista de relacionados que o clube decidiu não divulgar. A leitura fácil é "lanterna, sem nada a perder, visita tranquila para o 17º lugar". Eu iria com mais calma, porque o próprio técnico do Valladolid avisa publicamente que este é o time da divisão com menos pontos em relação ao que merece, e o Valladolid já deixou pontos escapar contra um time da lanterna nesta temporada.
Pachuca e Necaxa vêm apresentando dois tempos bem diferentes recentemente, e o próximo confronto vai colocar essas duas fases frente a frente. Nos dois jogos mais recentes registrados em nosso banco de dados, o Pachuca criou menos antes do intervalo (xG de 0,91 a 2,39, e os dois adversários abriram o placar) e depois assumiu o controle (2,59 a 1,18). Com o Necaxa, foi o contrário: xG de 2,60 nos primeiros tempos dos últimos dois jogos, apenas 0,54 nos segundos tempos e nenhum gol depois do intervalo. Vamos observar se o bom início do Necaxa será suficiente para colocá-lo em vantagem antes do tempo em que o Pachuca tem sido mais forte.
O Freiburg marcou antes dos 35 minutos em todos os quatro jogos do campeonato nesta temporada, enquanto o único gol sofrido pelo Schalke antes dos 79 minutos na liga veio aos 18, contra o Augsburg. É esse o confronto de cenários que vale observar aqui, mais do que o terceiro colocado contra o décimo segundo. Se o Schalke ainda estiver empatando aos 60 minutos, este é o tipo de jogo em que a equipe se sente confortável; na única vez em que saiu atrás cedo, tudo desandou depois de um cartão vermelho.
O duelo entre Como e Roma parece opor volume e eficiência, mas o que eu realmente observaria é como a Roma se comporta quando abre o placar. Nos últimos 3 jogos, a Roma foi para o intervalo em vantagem em todos (2 a 0 contra a Inter, 1 a 0 em Turim, 1 a 0 contra o Fenerbahce) e, em todos eles, o adversário teve xG maior no segundo tempo. O Como tem sido o time que finaliza mais (27 contra o Frosinone, 29 contra o Parma), mas sem transformar isso em resultados consistentes. Então, se a Roma marcar no primeiro tempo como costuma fazer, a questão é se a pressão do Como vai chegar a tempo de fazer diferença.
Tigre x Banfield coloca frente a frente uma equipe que só tem marcado depois dos 60 minutos e outra que costuma balançar a rede pouco antes do intervalo. A questão, então, é quem faz o primeiro gol e como fica o placar no intervalo. Nos últimos três jogos de liga que temos registrados, o Tigre sofreu o primeiro gol em todas as partidas — aos 6, 14 e 60 minutos — e todos os seus gols saíram do 57º minuto em diante. O Banfield marcou antes do intervalo em cada um dos últimos três jogos, mas viu a vantagem ou o empate escapar depois da pausa. Vamos prestar mais atenção aos primeiros 30 minutos do que à tabela.
Manchester United x Tottenham é o confronto de duas equipes que vivem ganhando a batalha pelo território e tirando pouco proveito disso. Por isso, eu olharia mais para quem abre o placar do que para quem tem o melhor elenco. O United é o 12º colocado, com apenas uma vitória em cinco rodadas na liga, enquanto o Tottenham está na lanterna, em 20º, ainda sem vencer e com só dois gols marcados. Ambos apostam no volume de jogo (foram 29 finalizações do United contra o Fulham e 20 do Tottenham contra o Aston Villa), mas, em ambos os casos, esse volume não tem se traduzido em controle do placar.
Cerezo Osaka x Yokohama F. Marinos é um duelo entre um mandante que raramente sofre gols e um visitante que costuma sair na frente, mas não tem conseguido fechar os jogos. O Cerezo sofreu apenas um gol em quatro partidas da liga em casa e marcou só cinco, enquanto o Marinos balançou as redes nos primeiros 20 minutos em cada um dos seus últimos três jogos pela liga. O que vamos observar não é qual time vive melhor fase, mas se o Marinos consegue proteger uma vantagem construída cedo desta vez, já que duas das três vantagens recentes que abriu fora de casa não duraram até o fim.
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