O ataque do VakıfBank tem profundidade para ditar o ritmo de um jogo longo, mas o Galatasaray tem como frear esse volume na rede. Os primeiros sets vão colocar à prova se o saque e o bloqueio do Galatasaray conseguem desestabilizar o VakıfBank antes que seu passe se acerte. Aras e THY trazem outro contraste interessante: o THY tem um passe consistente e abastece muito bem suas principais atacantes, enquanto o Aras busca os pontos na base da pressão no saque e no bloqueio. Os ajustes de cada treinador após a primeira parcial devem definir a duração desse confronto.
Cansu consegue distribuir as ações do VakıfBank entre Bošković e Markova, e as mexidas de Guidetti nas pontas e na líbero foram decisivas na virada contra o Eczacıbaşı. Pelo lado do Galatasaray, Bongaerts, Căruțașu e Güveli estiveram em quadra na última partida, quando a equipe pontuou bastante com Căruțașu e colocou 18 bolas no chão em bloqueios, mesmo sem Sylla entrar. O status de Sylla segue indefinido, e Akimova só saiu do banco naquele duelo. O saque do Galatasaray pode explorar a linha de passe do VakıfBank — que sofreu no começo contra o Eczacıbaşı —, e seu bloqueio dá armas para fechar um set equilibrado, mesmo se o poderio ofensivo do VakıfBank ditar o rumo da partida. Por isso, fico com o Galatasaray para vencer ao menos um set.
O passe redondinho do THY permite que Sıla encontre Lazareva e Baijens com facilidade, mas o Aras somou 15 bloqueios em cada uma de suas duas últimas vitórias e tem outras opções no ataque além de Anthouli. Diante do Galatasaray, Doğancı promoveu a entrada de Kalandadze no time titular pelas pontas e o Aras buscou a reação após sair perdendo por dois sets; Gamboa e Anthouli também dividiram a responsabilidade no ataque na vitória seguinte contra o Afyon. Lila, Anthouli, Kalandadze e Gamboa atuaram na última partida do Aras, enquanto Sıla e Lazareva jogaram pelo THY. Daalderop não foi utilizada pelo THY no jogo passado, e seu papel no momento ainda não está confirmado. O saque e o bloqueio do Aras têm condições de quebrar o ritmo da rápida conexão de meio do THY e gerar oportunidades em contra-ataques para manter as parciais parelhas. Por essa razão, meu palpite é no Aras para fechar ao menos dois sets.