Dois mandantes enfrentando adversários que sofrem para criar perigo e que chegam bem remendados na defesa. Nenhum dos dois jogos parece ter cara de muitos gols; a tendência é que os donos da casa vão impondo o seu ritmo aos poucos sobre visitantes mais fragilizados.
Sheffield United x Derby: O Sheffield é um time direto, forte na bola parada, que cede a posse e aposta nas transições. Os seus próprios números não enchem os olhos, mas a situação do Derby é ainda pior: média de cerca de 0,8 gol por partida, apenas uma vitória em onze jogos e um setor defensivo que vem sem os mesmos zagueiros titulares há quatro rodadas seguidas, incluindo a derrota por 4 a 1 contra o QPR. Para piorar, o goleiro titular agora também está fora. Como o Sheffield venceu o Bristol City fora por 1 a 0 mesmo com seus próprios desfalques, essas ausências pesam menos para eles. As derrotas antigas no retrospecto aconteceram com elencos diferentes. Por isso, fico com a vitória do Sheffield.
Rayo Vallecano x Elche: O Rayo é outro time quando joga em casa, sustentando uma invencibilidade de oito jogos num recorte mais longo e finalizando mais do que a maioria dos visitantes. O Elche gera por volta de um gol esperado (xG) por partida, raramente exige dos goleiros e soma apenas uma vitória em nove jogos. O Rayo não terá o goleiro titular nem um dos seus zagueiros, mas esses desfalques já estavam presentes contra o Getafe, partida em que ainda assim conseguiram 21 finalizações. A suspensão do primeiro volante é novidade, mas o baixo volume de chutes do Elche diminui esse peso. Em casa, fico do lado do Rayo.