Den Haag e Heerenveen encontram caminhos para escapar da pressão, mas a ação decisiva merece mais atenção do que os placares das vitórias recentes. O duelo entre Atlético e Deportivo gira em torno da pressão territorial contra um meio-campo bem conectado e uma opção para conduzir a bola. Nos dois jogos, é preciso separar a capacidade de chegar a uma zona perigosa da capacidade de repetir ataques que realmente decidem.
O meio-campo e a dupla de zaga que o Heerenveen já tem limitaram Sparta e Excelsior, enquanto o ADO mantém a conexão de Rottier com Eduardo. A expansão ofensiva do ADO contra o PSV veio depois da expulsão de um jogador adversário. A vitória larga do Heerenveen também passou por um pênalti no início, um contra-ataque e gols no fim.
Smans agora está oficialmente fora depois de ter sido titular na partida anterior, e Meerveld foi escolhido para substituí-lo. A troca tira uma opção de profundidade e coloca em campo um jogador que prefere receber a bola no pé. O ADO também perde Barany como opção para a área nos minutos finais, enquanto Hokke volta de suspensão. Esperamos boas saídas da pressão dos dois lados, mas também interrupções antes que as chances claras se transformem em finalizações decisivas repetidas. Por isso, ficamos com uma expectativa de menos gols no duelo entre Den Haag e Heerenveen.
O Atlético mostrou combinações da ponta para dentro com Grimaldo, Baena e Álvarez. A resposta do Deportivo passa por Yeremay, que atrai os defensores, e Nsongo, que ataca o espaço aberto — foi assim que saiu o gol contra o Levante. O retorno de Amatucci e o posicionamento mais recuado de Soriano oferecem opções para receber a bola antes dessa conexão final.
O Deportivo precisa substituir Ede na zaga, enquanto a nova lesão de Cardoso reduz as opções de meio-campo no banco do Atlético para apoiar Hjulmand e Barrios. Yeremay tem boas indicações de que estará disponível após sair de campo com uma lesão contra o Levante. Esperamos que o Atlético controle mais o território e que o Deportivo alterne períodos com o meio-campo protegido e momentos de pressão seletiva, preservando sua própria opção de ataque. Por isso, ficamos com o Deportivo para seguir competitivo e manter o placar apertado.