As duas equipes jogam no 4-3-3, mas com formas bem diferentes de colocar o esquema em prática. O Feyenoord aposta em uma pressão sufocante no campo de ataque, em um volume altíssimo de finalizações e em pontas dinâmicos. Já o AZ Alkmaar é muito bem organizado, sabe suportar a pressão e tem transições rápidas buscando sua referência ofensiva central. Quando esses estilos se cruzam, a partida ganha um ritmo intenso, em que a capacidade do Feyenoord de travar a saída de bola do AZ pelo meio vai ditar se os visitantes conseguirão contra-atacar no espaço deixado pelas subidas dos laterais adversários.
No De Kuip, o Feyenoord deve controlar o ritmo desde o início, adiantando as linhas com sua marcação agressiva para encurralar o AZ lá atrás. O AZ, por sua vez, vai apostar em blocos defensivos estruturados para sair em velocidade. Na segunda etapa, o jogo pode ficar bem mais aberto à medida que o cansaço da data FIFA pesar, o que tende a abrir espaços e chances na reta final para ambos os lados.
Um ponto crucial no confronto é o duelo entre o atacante Mexx Meerdink, do AZ, e os zagueiros do Feyenoord. Além disso, a velocidade e a mobilidade de Anis Hadj Moussa pela ponta do Feyenoord trazem perigo real pelo lado esquerdo da defesa do AZ. Por outro lado, a saída do AZ em transição perde muita força com a ausência do meio-campista Kees Smit, lesionado. Sem ele, a progressão de bola da equipe sob pressão fica bastante comprometida.
O Feyenoord cria um volume ofensivo impressionante, com média superior a 23 finalizações nos jogos recentes. Com a equipe titular sem desfalques de peso, a pressão no ataque deve desestabilizar a saída de bola do AZ. Por isso, fico com a vitória contundente do Feyenoord.