Este jogo deve ser decidido na linha do lance livre e no número de turnovers, mais do que nas bolas de três de Charlotte. Washington cava faltas do mesmo jeito, noite após noite, e o garrafão de Charlotte já cedeu muitos lances livres em todos os jogos até aqui. Sem seus dois principais criadores, Charlotte perde a bola até quando ninguém a rouba. Os trunfos de verdade do time da casa são o rebote e o volume de arremessos, mas só um deles se mantém de um jogo para o outro.
Sem White e Knueppel, Charlotte depende de Schroder como seu único armador de origem. O ataque gira em torno do volume de bolas de três de Miller, Allen, Reid e O'Neale: de 43 a 51 tentativas por jogo, mas com aproveitamento que varia de 22% a 37%. O time vence dominando os rebotes e acertando bolas de três. Também perde a bola de 16 a 25 vezes por jogo, e muitos desses turnovers acontecem sem roubo de bola: é um problema do elenco, não algo que só uma defesa agressiva consiga provocar.
Washington joga de outra forma. O ataque passa pelo pick and roll de Young e por Davis no garrafão, com menos bolas de três e o maior volume de faltas cavadas: foram 41 e 35 lances livres tentados contra Milwaukee e Toronto. Charlotte cedeu de 22 a 25 tentativas nos três jogos, enquanto teve de 12 a 25 a seu favor.
O duelo decisivo será entre Young e Davis, de um lado, e Diabate, Reid e Kalkbrenner, do outro. Se os pivôs de Charlotte acumularem faltas cedo, as opções no banco ficam escassas rapidamente. Reid entrou no relatório de lesões com uma doença depois de jogar 37 minutos na última partida, o que pesa ainda mais. O outro confronto é entre Schroder e Sion James na armação contra Young, Coulibaly e George. Washington não costuma pressionar em quadra inteira de forma extrema, então a vantagem deve render algumas posses, não uma enxurrada delas.
A vantagem de Charlotte nos rebotes é real, mas apareceu contra Brooklyn e Miami, não contra um garrafão com Davis, Sarr e Ayton. Os desfalques dos dois lados já estavam presentes em todos os jogos usados nesta análise, então a única novidade nos elencos é Reid.
Esperamos que Washington chegue à linha do lance livre com frequência desde o início. Se Charlotte esfriar nas bolas de três, os lances livres e os turnovers em bolas paradas podem colocar os visitantes na frente até o intervalo, e o terceiro quarto dos titulares de Washington pode ser a janela para abrir vantagem. O ataque de Charlotte no fim do jogo, sem seus principais criadores, tem sido seu pior quarto.
Por isso, ficamos com Washington para vencer esta partida.