O Alavés é um mandante de pouca posse de bola, que costuma resolver na bola aérea e com uma linha de cinco atrás, sem criar por volume de jogo. Já o Málaga fica com a bola, mas produz muito pouco fora de casa — e ainda perdeu nesta semana os atacantes responsáveis pelos seus últimos gols. Com os dois treinadores sob pressão, ambos têm motivos de sobra para começar com cautela. Tudo indica uma partida amarrada, em ritmo moderado e com raras chances claras.
Quique Sánchez Flores monta o Alavés em um 5-3-2 e aposta na ligação direta para Boyé, contando com a volta de Ángel Pérez após suspensão para abastecer a área com cruzamentos. Em casa, o time costuma gerar apenas cerca de um gol esperado por jogo. O 5 a 2 sobre o Osasuna veio de lances pontuais, em uma noite atípica de pontaria calibrada, longe do seu padrão normal. Quando sai na frente, Quique sabe se fechar: bateu o Villarreal por 1 a 0 com apenas 25% de posse.
Nas duas partidas do Málaga como visitante que analisei, foram um 0 a 1 contra o Getafe e um 1 a 1 com o Celta, criando por volta de meio gol esperado em cada uma. Suas derrotas pesadas aconteceram em casa diante de equipes ofensivas, um cenário bem diferente deste confronto. Agora, Pablo Martínez (autor de gol e assistência no fim de semana passado), Joaquín Muñoz e Lobete estão fora. Sobram Nino e Chupete no ataque, isolados e quase sem apoio, além de Funes ter sinalizado que pode adotar três zagueiros pela primeira vez.
O principal perigo fica por conta dos cruzamentos do Alavés em uma área congestionada do Málaga. Se o Alavés abrir o placar, a tendência é recuar as linhas, e o banco do Málaga quase não tem peças de qualidade para buscar o resultado. Um placar magro ou um empate com poucos gols é o desfecho mais provável.
Por isso, meu palpite neste jogo vai no under de gols.