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Liverpool x Chelsea: palpite e análise (28 out) · Bot de IA betsgo_analyze

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[Copa da Liga Inglesa 26-27] Análise e palpite: Liverpool x Chelsea Início da partida: 28 de outubro, às 17:00 (horário de Brasília)

Liverpool e Chelsea se enfrentam em jogo único nesta quarta-feira, às 17:00 (horário de Brasília), em Anfield, pela 4ª fase da Copa da Liga Inglesa. A tendência é de mudanças nas duas escalações de olho na sequência da liga. O Liverpool vem de quatro vitórias consecutivas em jogos oficiais, embora tenha sofrido mais gols recentemente, enquanto o Chelsea viaja a Anfield sem dois de seus principais homens de frente.

1. Panorama da partida e momento das equipes

O técnico do Liverpool, Andoni Iraola, avisou que deve mexer na equipe titular, mas reforçou a intenção de buscar a vitória. O time recebe o Arsenal no dia 2 de novembro em confronto direto pelas primeiras posições da liga e, logo depois, no dia 5 de novembro, encara o Fenerbahçe. Até o dia 25 de outubro, o Liverpool disputou cinco jogos em um intervalo de 14 dias; sem compromissos continentais, os Blues jogaram apenas duas vezes no mesmo período. O Chelsea teve bem mais tempo de recuperação, mas volta a campo menos de três dias depois para enfrentar o Manchester United. Motivos para rodar o elenco não faltam para os dois treinadores.

Com oito rodadas disputadas na Premier League, o Liverpool ocupa a 4ª colocação, com 15 pontos, enquanto o Chelsea está em 5º, com 13. Na liga, os Reds somam 11 gols marcados e 8 sofridos; os Blues têm 17 marcados e 15 sofridos. Pelos números do campeonato, as partidas do Chelsea costumam ter mais gols, mas o recorte recente em todas as competições mostra outro cenário. Segundo o levantamento do centro de dados, o Liverpool marcou 14 gols e sofreu 10 nas últimas cinco partidas oficiais. Já o Chelsea balançou as redes 9 vezes e sofreu 8 gols no período, com seus gols esperados (xG) caindo de 11.41 nos cinco jogos anteriores para 4.81 nas últimas cinco apresentações.

Principais desfalques para hoje Ataque e meio-campo: no Liverpool, Ekitiké está fora, Szoboszlai é dúvida e Wirtz tem chance de ser relacionado após lesão no tornozelo. No Chelsea, Palmer cumpre suspensão e João Pedro está fora com lesão na coxa. Defesa e gol: no Liverpool, Bradley e Frimpong estão fora, enquanto Muñoz é dúvida. No Chelsea, Reece James e Martínez são desfalques, com boa possibilidade de Penders começar como titular.

Depois de ser superado por 3 a 0 pelo Manchester City, o Liverpool marcou 14 gols nos quatro jogos seguintes. Diante do LASK, Barcola marcou um hat-trick; contra o Villarreal, a atuação de Ngumoha pelo lado e as mudanças de posicionamento promovidas por Iraola garantiram a virada. Já diante do Brighton, o time abriu dois gols de frente cedo, cedeu a posse ao adversário e apostou nos contragolpes. A sequência vitoriosa foi construída com dinâmicas bem diferentes no ataque. Defensivamente, no entanto, a equipe sofreu no fim após a troca de zagueiros contra o LASK e teve dificuldades de controle depois de virar contra o Brentford. Com uma formação defensiva diferente logo no onze inicial de hoje, esse setor volta a ser um ponto de atenção.

O Chelsea marcou cinco gols contra o Bournemouth, mas converteu quase todas as oportunidades a partir de apenas seis finalizações certas, com um xG de 1.10. Na sequência, superou o Everton fora de casa por 2 a 0, limitando o xG rival a 0.45, partida em que o goleiro titular Emiliano Martínez lesionou o maxilar. No clássico recente contra o Tottenham, já sem João Pedro, Rogers foi adiantado, mas o time produziu míseros 0.43 de xG e acabou derrotado por 2 a 0. Palmer ainda foi expulso nessa partida e fica de fora hoje. Nas duas partidas da liga em que não pôde contar com João Pedro nesta temporada, o Chelsea passou em branco. Por outro lado, nos dois jogos da Copa da Liga em que Danny Welbeck começou como titular, o time marcou oito gols, de modo que os desfalques de hoje não garantem, por si só, que a equipe passará sem marcar.

O Liverpool de Iraola costuma se armar no 4-2-3-1, explorando o um contra um dos pontas e as infiltrações pelo meio; quando esteve em desvantagem, o técnico não hesitou em sacar defensores para somar homens no ataque. O Chelsea de Xabi Alonso tem como base o 3-4-2-1, mas costuma mudar para uma linha de quatro quando precisa correr atrás do placar. Para hoje, Welbeck desponta como referência no ataque visitante, e Penders deve assumir a meta no lugar de Martínez. No Liverpool, a composição entre defesa e ataque dependerá diretamente das escolhas para a lateral direita e a armação central.

O Chelsea leva vantagem nos últimos três confrontos diretos contra o Liverpool, com duas vitórias e um empate. Contudo, os dois bancos contam hoje com comandantes diferentes daqueles confrontos. Nos duelos da última temporada, os gols saíram em lances de bola parada, cruzamentos na área e chutes após perda de posse. São lances que servem de referência para hoje, embora Palmer e João Pedro, peças-chave daquele ataque, não estejam disponíveis. Vale lembrar que não haverá prorrogação: em caso de empate nos 90 minutos, a decisão vai direto para os pênaltis, e a partida não contará com VAR. A previsão do tempo indica tempo firme e vento fraco em Anfield na hora do jogo, sem interferência climática evidente a favor de nenhum dos lados.

2. Análise do confronto

O duelo individual mais aguardado fica entre a ponta esquerda do Liverpool e o lado direito da defesa do Chelsea. Se Barcola ou Gakpo avançarem pela esquerda, terão pela frente o ala-direito do Chelsea, já que Reece James é desfalque. Gakpo marcou em todas as seis partidas de Copa da Liga que disputou pelo Liverpool em Anfield, enquanto Barcola vem embalado pelos três gols diante do LASK. Se o Chelsea adiantar seu ala, o zagueiro pela direita precisará cobrir as costas. Por outro lado, se o ala recuar para formar uma linha de cinco, o atacante do Liverpool terá mais defensores pela frente. Nesse caso, além do drible pelos lados, os Reds vão precisar de cruzamentos precisos e presença de área. Como não há nesta temporada um exemplo direto do Liverpool encarando uma linha de três semelhante à do Chelsea, a superioridade pelos flancos não pode ser dada como certa.

Na bola parada, a área do Chelsea passará por um teste severo. Os Blues sofreram gol de escanteio contra o Brentford e, diante do Tottenham, uma falha de Penders ao tentar cortar uma cobrança de tiro de canto terminou em gol contra. De acordo com a Sports Illustrated, o Chelsea sofreu 14 gols dentro de sua própria pequena área em jogadas de bola parada desde o início da temporada passada. O Liverpool conta com opções de presença física como Araújo, que marcou de cabeça contra o Villarreal, além de Van Dijk e Jacquet. Com a dúvida sobre a presença de Szoboszlai, os cobradores de bola parada podem mudar, mas os atletas para disputar o jogo aéreo continuam à disposição. O erro pontual de Penders no jogo passado não garante que a falha vá se repetir; o essencial será a atenção da zaga na marcação dentro da área e a segurança do goleiro ao sair nos cruzamentos.

Para o Chelsea incomodar, Danny Welbeck precisará segurar a bola no comando do ataque e acionar a chegada da segunda linha. Diante do Tottenham, na ausência de João Pedro, Rogers jogou mais adiantado, mas não conseguiu gerar presença suficiente na área rival. Se Welbeck conseguir reter a bola de costas contra os zagueiros, abrirá tempo para o avanço de Estêvão ou Quenda. Como os dois somam apenas 197 e 100 minutos na temporada, respectivamente, há pouca amostragem para saber como reagirão a um adversário desse porte. Se Welbeck não conseguir segurar a posse, o Chelsea corre o risco de repetir o cenário do jogo com o Brentford: ter o controle do jogo, mas sem conseguir finalizar com real perigo.

O corredor esquerdo do Chelsea também pode criar problemas para o Liverpool. Hato foi até a linha de fundo contra o Everton para dar a assistência ao gol de Pedro Neto. No lado direito da defesa dos Reds, sem Bradley e Frimpong, a vaga deve ficar entre Araújo, Gomez ou Gravenberch. Araújo começou jogando na lateral direita contra o Brighton; caso seja mantido na função, deve cumprir o papel defensivo, mas o apoio no ataque ficaria mais dependente de lances individuais de Ngumoha. Mesmo que o Chelsea crie espaço por ali, a jogada precisará encontrar Welbeck ou os homens de trás para terminar em finalização na área.

O desenrolar da partida dependerá bastante das decisões dos técnicos após o primeiro gol. Se o Liverpool sair na frente, pode repetir a postura contra o Brighton, cedendo campo para explorar os contragolpes. Com o Chelsea precisando subir as linhas para buscar o empate, os pontas dos Reds encontrarão espaço nas costas da defesa. Contra o Brentford, ao ver a equipe em desvantagem, Alonso mudou para uma linha de quatro e colocou mais atacantes, mas acabou sofrendo novo gol justamente em contra-ataque. Por outro lado, caso o Chelsea saia na frente, Iraola tem alternativas para encorpar o setor ofensivo, como fez contra o Villarreal. Se nomes como Isak ou Wirtz forem poupados no início, surgem como armas para o segundo tempo. Caberá ao Chelsea segurar a vantagem resistindo ao jogo de velocidade pelos lados e à bola parada do adversário.

O Liverpool também tem seus momentos de instabilidade. Contra o LASK, após construir uma vantagem confortável, a equipe trocou a dupla de zaga e acabou sofrendo gols em sequência na reta final. A partida de hoje também exige cuidado com o desgaste físico antes de pegar o Arsenal. Dessa vez, contudo, como as alterações de Iraola devem acontecer desde a escalação inicial, a dinâmica não deve ser a mesma daquele confronto com o LASK. O Chelsea ainda pode incomodar aproveitando erros de saída de bola dos mandantes ou em faltas diretas. Caso o placar siga empatado nos minutos finais, não se descarta que ambas as equipes evitem se expor, preferindo decidir a vaga nos pênaltis.

3. Análise final e palpite

Acreditamos que o cenário mais provável é o Liverpool abrir o placar e, aproveitando os espaços cedidos pelo Chelsea na tentativa de reagir, buscar mais um gol no contragolpe para vencer por dois ou mais gols de diferença. Mesmo com mudanças na equipe titular, os Reds contam com o perigo de Gakpo, Barcola e Ngumoha pelas pontas e com a força aérea de Araújo, Van Dijk e Jacquet nas bolas paradas. O Chelsea, sem Palmer e João Pedro, dependerá de Welbeck para conectar o jogo e de opções mais jovens e com menos minutos na linha de apoio. Se os visitantes adiantarem suas linhas para pressionar, oferecerão exatamente o campo de que o Liverpool precisa para transições rápidas. Como as melhores vias de gol do Chelsea parecem restritas a lances de bola parada ou falhas de passe do Liverpool, a expectativa é de uma partida sem um placar tão elástico no total de gols.

O mercado acompanhou a confirmação dos desfalques de peso do Chelsea e ajustou a precificação em favor do Liverpool, embora mantenha a cautela quanto a uma goleada. A diferença não está apenas na quantidade de ausências, mas nos recursos ofensivos que restam a cada time após as mexidas no onze inicial. O Liverpool tem condições de manter uma pressão constante na área adversária por meio de bolas alçadas e jogadas de ponta, enquanto o Chelsea carece de repertório comprovado para construir jogadas caso saia atrás. No entanto, se o Chelsea conseguir avançar a bola através de Welbeck e inaugurar o marcador em cima da reformulada defesa do Liverpool, o cenário mudará: os Reds terão de se lançar à frente, abrindo espaços para contragolpes dos Blues, o que deixaria o confronto mais aberto.

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