Este é o segundo amistoso em três dias entre essas seleções de elite, depois da vitória da Espanha por 2 a 0 em 11 de outubro. A Espanha costuma ditar o ritmo com uma troca de passes precisa e uma linha defensiva alta, o que encurralou os Estados Unidos no primeiro confronto. Sob o comando de Emma Hayes, os Estados Unidos apostam na solidez defensiva, nas transições rápidas e na exploração dos corredores pelos lados. Com tantas mudanças nas escalações, a dinâmica deste reencontro muda bastante: o duelo tático controlado dá lugar a um jogo de transições imprevisível.
Sem a zagueira de elite Mapi León e a goleira Cata Coll, a saída de bola da Espanha fica bastante comprometida. Os Estados Unidos não terão a volante Sam Coffey nem a zagueira Naomi Girma, deixando vulnerável o eixo central da equipe. Ainda assim, o estilo de pressão física americano é especialmente adequado para atrapalhar uma defesa espanhola pouco entrosada.
Com as duas equipes escalando defesas bastante modificadas e desfalcadas, é provável que a partida não tenha o ritmo controlado do primeiro jogo. Os Estados Unidos devem pressionar desde o início para provocar erros em zonas perigosas. A expectativa é de um jogo aberto, de lá e cá, com alta variância, especialmente no segundo tempo, quando o desgaste provocado pelo curto intervalo deve pesar sobre as equipes modificadas.
O mercado está muito preso à vitória recente da Espanha, mas a seleção espanhola não contará com seu núcleo defensivo principal nem com atacantes importantes. Em casa e buscando revanche, os Estados Unidos têm vantagem estrutural nas transições diante de uma Espanha modificada, o que justifica apostar para que não sejam derrotados.