Phoenix e Orlando têm armas para abrir vantagem logo no início, mas esse confronto vai se decidir no que acontece depois da primeira infiltração no garrafão. O criador extra do Orlando mantém a bola girando quando esse espaço se fecha, enquanto o Phoenix tem volume individual de pontos para responder à altura. O rebote defensivo no fim pode pesar tanto quanto o primeiro arremesso. Já Golden State e Miami trazem um teste diferente: pressão na marcação e ataques no garrafão contra um time mandante que não cansa de achar alternativas para pontuar.
Contra o Portland, o Phoenix pontuou com Devin Booker, Jalen Green e Mikal Bridges, mas ainda assim cedeu um quarto intermediário doloroso e sofreu para fechar posses defensivas sem Mark Williams. As infiltrações e leituras de Franz Wagner, o jogo interno de Wendell Carter e os passes de Desmond Bane para fora dão ao Orlando várias formas de explorar essa rotação de pivôs. Anthony Black, fora contra o Washington, voltou ao time após exercer papel crucial de criação na reação contra Toronto. Como Banchero, Suggs e Isaac continuam de fora, Wagner e Bane seguem liderando as ações ofensivas.
Booker e Green conseguem manter o Phoenix no jogo, principalmente contra o perímetro desfalcado do Magic. A chave é saber se o passe seguinte de Black vai virar um bom arremesso depois que o Phoenix travar a primeira descida de Wagner, e se o Orlando garante o rebote após uma resposta dos Suns. O Phoenix vem de muitos minutos de seus titulares contra o Portland, enquanto o Orlando chega descansado. Acho que a insistência do Orlando no garrafão e a sua capacidade de criar segundas jogadas abrem o caminho mais seguro nos momentos decisivos. Por isso, fico com o Orlando Magic.
O Miami pode começar impondo o jogo com a forte pressão de Davion Mitchell, Giannis Antetokounmpo e Bam Adebayo atacando perto da cesta, além de Klay Thompson se movimentando pelos espaços vazios. O Golden State tem respondido às desvantagens iniciais apostando na criação de Stephen Curry, nos passes extras de Brandin Podziemski e na pontuação vinda do garrafão. Bater os Clippers sem Curry e Draymond Green, somado ao triunfo sobre o Phoenix depois da expulsão de Green, mostrou que a equipe tem mais de uma válvula de escape para encontrar cestas.
Os roubos de bola de Mitchell e a arrancada final de Miami contra os Clippers merecem respeito, mas aquela partida também escancarou um apagão defensivo sério e custou minutos pesados na prorrogação para a espinha dorsal da equipe. Curry e Green jogaram no último compromisso do Golden State; Al Horford e Brandon Williams devem voltar após desfalcarem a equipe, trazendo profundidade para revezar com Bassey e os demais armadores. Butler, Moody, Porzingis e Santos continuam vetados nos Warriors, enquanto os principais pontuadores de Miami estiveram em quadra contra os Clippers. Com Curry atraindo o primeiro marcador, Podziemski e Lendeborg aproveitando os espaços e o garrafão fechando a sequência da posse, o Golden State tem tudo para levar a melhor em um final apertado. Por isso, fico com o Golden State Warriors.