A pressão e as frequentes chegadas do PSG na área encaram um Le Havre que até tem conseguido construir jogadas no ataque, mas sofre para afastar o perigo na defesa. O Le Havre ainda consegue pisar na área usando os lados do campo e disputando as segundas bolas. Já os ataques constantes do Villarreal pelas pontas pegam uma defesa do Espanyol que vem concedendo chances claras repetidas vezes. A troca de comando no banco do Espanyol e o desgaste do jogo longo na copa tornam ainda mais importante a reação de cada time após o primeiro gol.
O caminho do Le Havre passa pelos cruzamentos para Maja e Fofana, cuja participação recente gerou perigo real na área enquanto o time buscava o resultado. O PSG consegue prender os alas rivais e voltar a criar mesmo depois de levar o empate, mas a vitória sobre o Lyon exigiu contribuições decisivas de Godts e Mayulu no fim do jogo. Os desfalques mais antigos do PSG já existiam nessa partida; Godts jogou e marcou ali, mas depois não treinou, e a presença dele, assim como a titularidade de Maja, ainda não está confirmada. O Le Havre teve mais tempo para se recuperar, e seu estilo ofensivo pode fazer com que uma eventual vitória do PSG seja por margem mínima. Por isso, fico com o Le Havre para não perder por muito.
O Villarreal tem recursos para pressionar a linha de defesa do Espanyol com jogadas insistentes pelas pontas e renovar essa criação com Moleiro, Mikautadze, Pepe e Cardona. Os últimos ataques do Espanyol na liga produziram pouco, enquanto sua defesa sofreu um volume alto de finalizações, além de Sergio García ter tido pouco tempo de treino após o confronto da copa. Jofre e Kike García já eram ausências nos jogos recentes do Espanyol; no Villarreal, Gueye agora cumpre suspensão, enquanto Pepe atuou e marcou na copa. O Villarreal mostrou contra o Valencia que sabe mudar a forma de municiar o ataque e reagir depois de sofrer um gol. Por isso, fico com a vitória do Villarreal.