No papel, o Chemnitz tem mais time, mas terá uma semana complicada para provar isso em quadra. A rotação de armadores está encurtada, muitos reforços ainda buscam entrosamento e o elenco vem de uma longa viagem até a Turquia pela Eurocup. Já o Jena terá casa cheia para o clássico e a estreia de um novo importado, argumentos mais que suficientes para irmos ao lado dos mandantes.
Cobe Williams foi desqualificado na vitória na prorrogação contra o Hagen e pegou três jogos de suspensão. Além dele, Yohan Choupas é desfalque por conta de uma lesão no joelho. Stefan Smith e Phlan Fleming seguem como peças de confiança, mas a profundidade no banco é pequena, sem falar que a equipe precisa encaixar doze caras novas. Todos os seus jogos pela liga até aqui foram parelhos, com duas prorrogações, e a estreia na Eurocup em Bursa terminou com derrota por 82 a 69.
O Jena também não começou bem a temporada, com reveses diante do MBC e do Trier, mas a estreia em casa contra o Vechta já mostrou outra postura. A equipe venceu por 79 a 71, com 17 pontos de Terrence Edwards Jr., 16 de Ira Lee e 14 de Baker Jr., mesmo sofrendo com 19 turnovers. O capitão Robin Christen segue fora, mas o recém-contratado Sacar Anim finalmente está à disposição.
Na última temporada, os dois times dividiram os confrontos: o Jena fez valer o mando por 85 a 72 e o Chemnitz deu o troco em casa por 76 a 73. O técnico do Jena, Steven Esterkamp, reforçou a necessidade de a torcida agir como um sexto jogador, assim como foi contra o Vechta. Em um clássico com ingressos esgotados todos os anos, esse apoio pesa ainda mais quando o adversário chega com pouco descanso e a armação remendada.