Ipswich e Nottingham Forest devem disputar a primeira bola para a frente e o espaço às costas dos alas que avançam. A bola direta do Forest para Delap aciona Gibbs-White e Ndoye na sequência da jogada, enquanto o Ipswich pode lançar Maeda ou Enciso pelos corredores. O Vitória deve buscar um jogo mais aberto contra a primeira linha compacta do Marítimo. A segunda partida depende de os cruzamentos repetidos se transformarem em finalizações limpas ou darem ao Marítimo a chance de avançar pelo meio-campo.
O Forest chegou várias vezes à área do Palace com Delap, Gibbs-White e Muñoz aparecendo pelo lado oposto, diante de uma linha de três zagueiros semelhante. Mesmo atuando com três zagueiros contra o City, o Ipswich ainda conseguiu chegar pelos lados, e Lukic segue fora após perder aquela partida; Florentino e Palacios ocuparam as posições centrais. Gibbs-White foi liberado para voltar depois de desfalcar o time contra o Arsenal, e Delap já comandou o ataque do Forest nas duas partidas recentes. O Ipswich deve ter seus momentos com a bola, mas as recuperações do Forest podem encontrar Delap antes que os alas voltem à posição e criar outra boa chance de finalização de perto. Por isso, ficamos com a vitória do Nottingham Forest.
Os laterais do Vitória são importantes para a pressão pelos lados, mas o grande volume de finalizações tem rendido menos conclusões claras do que o domínio territorial sugere. O Marítimo pode usar Alani, Dominguez e Guzzo na primeira saída de bola e depois buscar Tavares, Tejón ou uma bola mais adiantada para Bouzaidi. As ausências informadas de Danilović e Yellu não desmontam o meio-campo: nenhum dos dois foi titular contra o Porto, enquanto Bouzaidi atuou por ali e contribuiu na copa. O período compacto do Marítimo e a atuação de Vieites contra o Porto mostram como a equipe consegue se manter no jogo mesmo sob pressão constante. Por isso, ficamos com o Marítimo para manter o Vitória ao alcance.