O último resultado da Tailândia faz a equipe parecer mais frágil do que realmente é nesta decisão. A derrota por 2 a 1 para as Filipinas aconteceu com oito ou nove mudanças no time titular, feitas de propósito para poupar os principais jogadores. A equipe titular volta descansada, enquanto a Indonésia pode ficar sem o seu principal criador de jogadas. Espero uma final bem mais equilibrada do que a torcida local e os placares da fase de grupos fazem parecer.
Anthony Hudson não fez segredo sobre o que planejava contra as Filipinas. A Tailândia já tinha garantido vaga na final ao vencer o Vietnã, então o treinador poupou a base do time. Chanathip, Sarach Yooyen e Nicholas Mickelson começaram no banco. Ele deixou claro que o objetivo principal era ter o grupo 100% fisicamente para a decisão.
Quando a equipe principal foi a campo, a Tailândia goleou o Paquistão por 4 a 0 e bateu o Vietnã por 2 a 0. Essa vitória diante dos vietnamitas chama a atenção, já que o próprio Vietnã superou a Indonésia por 3 a 0 em agosto.
Os números da Indonésia impressionam à primeira vista, mas boa parte disso veio da goleada de 9 a 2 sobre Bangladesh e do 2 a 0 contra Cingapura. Contra a Malásia, a única defesa sólida que encararam neste torneio, não conseguiram furar o bloqueio e ficaram no 0 a 0. Os tropeços recentes da equipe aconteceram quase sempre diante de adversários organizados: 0 a 3 contra o Vietnã, 1 a 1 fora de casa contra Cingapura e 0 a 1 diante da Bulgária.
Além disso, há a situação de Ole Romeny, que deu quatro assistências diante de Bangladesh. Ele treinou separado do elenco antes da final, e John Herdman afirmou que ainda não há certeza se ele vai para o jogo. Sem ele, a Indonésia terá mais trabalho para furar um meio-campo tailandês revigorado e montado ao redor de Chanathip e Sarach. Para completar, a Tailândia vem sendo muito dura de ser batida fora de casa, somando três vitórias e um empate nos últimos quatro jogos como visitante.