Este é um reencontro apenas quatro dias depois de a França bater a Bélgica por 1 a 0, e a expectativa é de outro jogo bem amarrado. As duas seleções chegam sem seus principais criadores de jogadas: a França não terá Mbappé nem Upamecano (suspenso), enquanto a Bélgica não conta com Tielemans nem De Bruyne (também suspenso). Em três partidas da Liga das Nações sob o comando de Zidane, a França marcou exatamente um gol em cada uma, sempre criando chances em níveis parecidos. Por isso, não vejo esse confronto se abrindo de repente.
O primeiro duelo foi travado e decidido apenas aos 88 minutos por Olise, num jogo em que a Bélgica produziu míseros 0,69 xG. As outras duas partidas dos franceses neste ciclo — vitória por 1 a 0 sobre a Turquia e empate por 1 a 1 contra a Itália — também renderam um único gol francês, rondando 1,2 xG em cada oportunidade. Agora já são seis vitórias consecutivas da França no confronto direto, sendo que nos últimos cinco jogos o total bateu menos de 3 gols três vezes, acima de 3 gols uma vez e exatamente três gols em outra ocasião.
As duas vitórias da Bélgica — 2 a 0 fora contra a Itália e 3 a 0 diante da Turquia — vieram sem sofrer gols, mas a equipe chega desfalcada do seu motor no meio-campo. Além disso, a provável escalação da França com Olise, Dembélé e Doué à frente de uma nova dupla de zaga sugere muito mais uma proposta de controle do que uma trocação franca. O cenário mais provável aqui é outro jogo de poucas chances claras entre duas seleções que já se conhecem muito bem.