O Betis volta com o time titular que poupou no fim de semana para enfrentar o Feyenoord, que domina em casa na Holanda, mas cria pouco contra equipes europeias que ficam com a bola. O lado esquerdo do Feyenoord está remendado, e o banco ofensivo foi reduzido a jogadores adolescentes. A tendência é o Betis ter a posse, enquanto o Feyenoord espera uma oportunidade para sair rápido. É na última meia hora, quando entram os reservas, que a diferença entre os elencos fica mais evidente.
Com Pellegrini, o Betis controla a bola por meio de Isco e Roca, enquanto Antony e Abde partem para cima dos laterais no um contra um, e Parrott comanda o ataque. Contra o Porto, o Betis criou as melhores chances e conseguiu a vitória no fim com a ajuda dos reservas. A derrota pesada para o Barcelona veio com um time alternativo e um cartão vermelho, não com essa escalação.
Com van Bronckhorst, o Feyenoord é outra equipe na Europa. Marcou sete e cinco gols em casa pelo campeonato, mas, contra o Barcelona, teve pouco mais de um quarto da posse e quase não criou chances. Em casa contra o Como, venceu com pouquíssimas oportunidades; o gol decisivo foi um gol contra desviado. A principal jogada de ataque passa pelo lado direito, com Hadj Moussa cortando para dentro e Read passando por fora, explorando o espaço às costas de Fran Garcia.
O duelo-chave é Antony contra o lado esquerdo do Feyenoord. Smal e Bos estão fora, então é provável que um zagueiro seja improvisado por ali. Os dribles e cruzamentos para trás de Antony renderam o gol de empate e o pênalti contra o Porto. No meio-campo, o Feyenoord perde a bola quando pressionado, e isso favorece o jogo do Betis.
As ausências pesam mais no fim. Nelson, van Persie e Borges estão fora do Feyenoord, que terá apenas alguns jovens como opções de ataque no banco. O Betis pode colocar em campo Lo Celso, Ceballos, Fornals e Riquelme. O Feyenoord sofreu dois ou mais gols em seis dos últimos dez jogos.
O primeiro tempo pode ser truncado, como foi contra o Porto. Se o Betis estiver na frente depois de uma hora, o banco dá mais chances de sair o segundo gol do que o empate. Por isso, ficamos com uma vitória clara do Betis.