O ataque dos Estados Unidos tem muito mais recursos para desestabilizar o México do que os placares recentes indicam. Mauricio Pochettino mexeu bastante na equipe entre os jogos contra Peru e Chile, mas os gols continuaram saindo através de jogadas pelas pontas, cruzamentos e lances de bola parada. Já o México, sob o comando de Rafael Márquez, tem mantido a posse de bola por longos períodos, mas sem conseguir acionar com frequência a sua referência no ataque. É esse contraste que mais chama a nossa atenção neste confronto.
Os Estados Unidos marcaram quatro gols contra o Peru e outros quatro contra o Chile, com diferentes jogadores aparecendo como peças-chave. Julian Hall completou cruzamentos para as redes em ambas as partidas, enquanto Sebastian Berhalter cobrou o escanteio que resultou no gol de Chris Richards contra o Chile. Esses caminhos se mostram muito valiosos para uma equipe que não conta com Ricardo Pepi, cuja dispensa foi confirmada pela federação americana.
Do outro lado, o empate do México com o Peru expôs o reverso desse duelo. A equipe teve 64% de posse de bola, mas finalizou apenas nove vezes, com três chutes no alvo, e o centroavante sofreu para receber bolas limpas mesmo após as alterações. Márquez tem cobrado competitividade interna e ainda tenta acertar a equipe, enquanto os Estados Unidos já provaram que conseguem transformar diferentes propostas ofensivas em gols com o elenco atual.