A forte movimentação do mercado em favor dos Estados Unidos, apesar do bom retrospecto recente do Canadá neste confronto, expõe um problema estrutural sério para os visitantes. O Canadá enfrenta uma crise de lesões que tira da equipe nomes importantes como Cyle Larin, Tajon Buchanan e Alistair Johnston. Diante de uma seleção americana jovem e intensa, que quer impressionar Mauricio Pochettino, a falta de opções deve pesar demais para os visitantes.
As ausências confirmadas do Canadá mudam completamente o esquema tático da equipe, que perde força no ataque e estabilidade na defesa. Os Estados Unidos vêm de uma vitória convincente por 3 a 0 sobre o México e mostraram que o time alternativo de Pochettino consegue fazer o trabalho. O sistema do técnico exige intensidade e transições rápidas, características ideais para explorar um adversário desorganizado.
O Canadá venceu 3 vezes e empatou 1 nos últimos 4 confrontos diretos, mas se apoiar nesse retrospecto é ignorar a realidade do elenco atual. Sem esses jogadores importantes, a equipe deve ter dificuldade para manter a organização durante os 90 minutos. Os mandantes têm poder de fogo para aproveitar essas fragilidades e conquistar uma vitória tranquila em casa.