A estreia do Samsung na liga coloca uma equipe mais rápida e reformulada diante das pontuadoras consolidadas do Hana no garrafão e nas alas. O ponto crucial desse confronto é se o primeiro arremesso errático vai gerar uma segunda chance limpa ou um rebote defensivo já controlado. Em Tashkent, a pressão pelos lados do Pakhtakor encara um ataque do Al-Nassr que avança por meio de seus laterais e de vários criadores. Ali, as chegadas frequentes à área e a pontaria na finalização devem ditar a vantagem.
O Hana pode começar com Jin An no garrafão e Saki aberta na ala como válvula de escape, acionando Jeong Hyun ou o banco testado na copa quando a investida inicial travar. Pelo Samsung, Lee Hae-ran tem condições de pontuar com espaço, enquanto Kang Yu-rim e Miyasaka Momona conseguem definir de fora ou na transição. O duelo passa pela pressão do Hana sobre as armadoras do Samsung e por ver se as ações de Jin An vão virar cestas, lances livres ou segundas oportunidades reais.
O Samsung começa esta temporada sem Bae Hye-yoon, pivô criadora que se aposentou, além da veterana Kim Dan-bi e da armadora Yoon Ye-bin, que deixaram o elenco. A formação do Hana com duas pivôs teve pouco tempo de entrosamento, por isso a equipe aposta nas jogadas já bem trabalhadas com Jin An e Saki. O início da partida deve testar a velocidade do Samsung, mas as opções secundárias de pontuação do Hana garantem um volume extra de bons arremessos conforme a rotação vai a quadra. Por isso, fico com a vitória do Hana Bank fora de casa.
O Pakhtakor pode acionar Hussein aproveitando os cruzamentos e jogadas de linha de fundo de Resan e Flamarion, além da presença de Buriev brigando pela segunda bola. Pelo Al-Nassr, Félix consegue receber nas costas do meio-campo para acelerar com Mané ou Ângelo, enquanto o avanço dos laterais costuma ceder espaços para a pressão dos donos da casa. O Pakhtakor pisou na área repetidas vezes contra o Al Qadsiah e tem capacidade de seguir abastecendo o ataque mesmo após o embate inicial.
O técnico do Al-Nassr poupou Ronaldo, Coman e Simakan desta viagem; Ronaldo e Simakan atuaram no último compromisso da liga, enquanto Coman ficou fora. Félix, Mané e Ângelo mantêm o poder de criação, mas a recente sequência de gols dependeu fortemente do poder de decisão de Ronaldo. O fator casa do Pakhtakor pode manter o placar equilibrado mesmo que o Al-Nassr encontre brechas, até porque mais uma finalização decisiva como visitante exige a criação constante de chances claras. Por isso, fico com o Pakhtakor em casa.