O Manchester City de Enzo Maresca domina a posse de bola e dita o ritmo do jogo com jogo posicional e pressão alta constante. O Liverpool de Andoni Iraola costuma apostar na pressão vertical e em transições rápidas, mas o setor ofensivo da equipe está bastante comprometido para este jogo. Sem os principais atacantes de transição, o Liverpool vai ter dificuldade para explorar os espaços que o City deixa nas costas, e isso permite ao City manter a linha alta e sufocar os Reds no próprio campo.
O City deve assumir o controle da bola logo de cara e empurrar o Liverpool para trás. O Liverpool vai tentar se manter compacto num bloco médio-baixo, na esperança de irritar o adversário. Com o passar da partida, o trabalho defensivo constante e sem uma válvula de escape tende a levar a erros defensivos, ou a um gol do City na base da pressão, principalmente no segundo tempo.
O confronto entre a circulação de bola do City e os gatilhos de pressão enfraquecidos do Liverpool vai ser decisivo. Sem Isak, Gakpo e Ekitike, o Liverpool não tem a intensidade coordenada nem a velocidade para atrapalhar a saída de bola do City e forçar desarmes em zonas perigosas. A vulnerabilidade do City aos contra-ataques rápidos dificilmente será testada por um ataque bastante modificado, o que neutraliza o principal ponto fraco da equipe.
Por isso ficamos com o Manchester City para vencer este jogo. O domínio estrutural da posse de bola vai sufocar um Liverpool sem a capacidade de contra-atacar. Sem uma saída ofensiva, o City pode atacar sem pressa e com pouco risco.