A pressão e a qualidade nas bolas paradas do Estudiantes encontram um ataque do Flamengo que mantém suas conexões pelos lados e pelo meio, apesar de desfalques importantes. Com a defesa central do time da casa modificada, marcar essas conexões será uma parte fundamental deste jogo de ida da semifinal. O retorno de Tiago Palacios também devolve criatividade ao Estudiantes, oferecendo opções de ataque para os dois lados.
O clássico recente do Flamengo mostrou essas conexões em ação. Lino criou chances pela esquerda, enquanto Paquetá serviu Carrascal, que marcou o gol da vitória cruzando a área. O Estudiantes pode responder com os cruzamentos de Palacios e a presença de Carrillo perto do gol; as bolas paradas de Palacios já deram trabalho a esse adversário no encontro de maio.
Jorginho está suspenso e Arrascaeta não está disponível, mas Saúl foi titular ao lado de Pulgar e Paquetá no clássico. Assim, o Flamengo já tem uma formação de meio-campo testada. O Estudiantes informou que Tomás Palacios e González Pírez estão suspensos, enquanto o registro de Rojo foi rejeitado. A dupla que deve substituí-los terá de coordenar a marcação para conter Lino e os jogadores que recebem por dentro.
Esperamos que o início da partida gire em torno da pressão do Estudiantes na primeira saída de bola e da busca do Flamengo por espaço nas costas dessa pressão. Com o jogo avançando, os cruzamentos do time da casa e as combinações do Flamengo pelos lados e por dentro oferecem caminhos diferentes até a área. Damos mais peso a essas conexões ofensivas em funcionamento e às mudanças na proteção defensiva do mandante do que ao fato de ser o jogo de ida. Por isso, apostamos em uma partida com mais gols entre Estudiantes e Flamengo.