Dortmund e Frankfurt devem disputar o espaço em torno dos alas que avançam pelo Dortmund. O primeiro combate sobre Guirassy e a resposta do Frankfurt por meio de Doan e seus atacantes vão ditar a margem. Valencia e Villarreal apresentam um confronto diferente, opondo as repetidas entradas na área do time visitante aos contragolpes de um time mandante descansado. Nos dois jogos, finalizações limpas após a sobra valem mais do que o controle territorial por si só.
O Dortmund pode adiantar Ryerson e Svensson para municiar Guirassy, além de contar com Veerman para caprichar no último passe. A derrota do Frankfurt para o Leipzig escancarou dificuldades nas disputas abertas pelas pontas e nos rebotes dentro da área, mas a vitória seguinte contra o Köln mostrou uma combinação mais afiada pela direita com Aséko e Ebnoutalib. O Frankfurt tem condições de pressionar a primeira saída central do Dortmund e lançar Doan ou Burkardt nas costas dos alas.
Collins atuou diante do Köln e Hütter já confirmou que ele reúne condições de jogo; Koch e os principais caminhos ofensivos continuam à disposição. Pelo Dortmund, Schlotterbeck jogou em Baku, enquanto algumas peças de rotação seguem fora. O Frankfurt teve bem mais tempo para se recuperar após a viagem do Dortmund, dando mais consistência à sua capacidade de resposta mesmo se sofrer um gol. Por isso, fico com o Frankfurt para não perder por muito.
O Valencia de Aguirre achou chances no segundo tempo acionando Guerra e os homens de lado a partir de uma postura compacta. O Villarreal consegue construir chegadas seguidas pelo meio e virar para Cardona, mas a viagem a Liverpool exigiu demais fisicamente e o Valencia tem por onde explorar os espaços nas costas dos laterais adversários. As recentes arrancadas de Otorbi oferecem um desfecho claro para essas jogadas.
Foulquier e Copete seguem como desfalques no Valencia, após já terem perdido a partida contra o Athletic; Romero e Pepe não jogam pelo Villarreal, enquanto Buchanan atuou em Liverpool. Saliba saiu no intervalo dessa partida e sua presença na distribuição pelo meio é incerta. Uma entrada agressiva do Valencia, seguida de jogadas de velocidade com atletas mais inteiros pelos lados, pode deixar o clássico equilibrado. Por isso, fico com o Valencia.