[Eredivisie Holandesa 26-27] Análise e Prévia: Feyenoord x AZ Alkmaar Início da partida: 11 de outubro, às 01:45 (horário da Coreia)
Feyenoord e AZ Alkmaar se enfrentam pela 8ª rodada da Eredivisie no Stadion Feijenoord, em Roterdã, às 01:45 de 11 de outubro (horário da Coreia). Ambas as equipes seguem invictas desde a abertura da liga. Com o AZ Alkmaar na liderança somando 19 pontos e o Feyenoord em 2º com 17 pontos, o primeiro compromisso após a pausa para a data FIFA já reserva um confronto direto pela ponta da tabela.
1. Panorama do jogo e momento das equipes
Em 7 rodadas pela liga, o Feyenoord soma 5 vitórias e 2 empates, com 25 gols marcados e 7 sofridos. O AZ Alkmaar tem 6 vitórias e 1 empate, com 18 marcados e 6 sofridos. Segundo o site oficial da Eredivisie, o ataque do Feyenoord é o mais produtivo do campeonato, enquanto o AZ Alkmaar tem a melhor defesa e os menores números da liga em finalizações sofridas (57) e finalizações certas sofridas (16). No entanto, logo atrás do AZ Alkmaar em chutes e chutes a gol cedidos aos adversários vem justamente o Feyenoord. Resumir o duelo apenas como o melhor ataque contra a melhor defesa não reflete com precisão os dados reais.
Nesta temporada da liga: Campanha: Feyenoord 5V-2E / AZ Alkmaar 6V-1E Gols marcados e sofridos: Feyenoord 25/7 / AZ Alkmaar 18/6 Finalizações e chutes a gol sofridos: Feyenoord 65/20 / AZ Alkmaar 57/16
É preciso analisar com cuidado o nível dos adversários enfrentados até aqui. Na classificação atual, o rival mais bem posicionado que o Feyenoord encarou pela liga foi o Go Ahead Eagles, em 9º lugar. Dos 25 gols marcados, 12 saíram contra o PEC Zwolle (16º) e o Utrecht (15º). Já o adversário mais alto na tabela que o AZ Alkmaar pegou foi o Fortuna Sittard, 6º colocado, com os outros seis times figurando do 9º lugar para baixo. Portanto, nenhuma das equipes mediu forças nesta edição da liga com alguém tão bem posicionado quanto o oponente desta rodada.
As goleadas do Feyenoord por 7 a 0 e 5 a 0 pouco antes da pausa vieram acompanhadas de uma clara mudança tática. No intervalo do duelo contra o Barcelona, o técnico van Bronckhorst colocou Oussama Targhalline no meio-campo e deslocou Luciano Valente para a esquerda. A partir daí, Valente passou a participar das tabelas por dentro, enquanto Mármol garantia a amplitude pelo corredor, fórmula utilizada diante de PEC Zwolle e Utrecht. Pela direita, o avanço de Givairo Read e as infiltrações de Anis Hadj Moussa geraram gols em sequência. Contudo, o Zwolle não conseguiu escapar da pressão do Feyenoord, e o Utrecht optou pela marcação individual. Se o AZ Alkmaar defenderá da mesma forma é outra história.
O AZ Alkmaar se mostrou forte quando o adversário avança as linhas. Fez 4 gols fora de casa contra o Utrecht e 5 diante do Go Ahead Eagles. Quando Ro-Zangelo Daal corta da esquerda para dentro e o lateral Mateo Chávez avança, o rival precisa lidar tanto com as finalizações de Daal quanto com os cruzamentos de Chávez. Em contrapartida, diante de blocos mais baixos como Willem II e Telstar, a equipe marcou apenas 1 gol em cada. Isso explica por que os 2 gols marcados nas últimas três partidas oficiais não indicam necessariamente queda de rendimento ofensivo. O Feyenoord, jogando em casa, deve pressionar e subir as linhas.
Na escalação, a principal dúvida resolvida do AZ Alkmaar é a ausência de Kees Smit. O clube informou que Smit se lesionou durante o período com a seleção e desfalcará a equipe por várias semanas. Ele era o encarregado de receber sob pressão à frente do meio-campo para conectar jogadas e mudar o sentido do jogo. O candidato à vaga, Valdemar Byskov, soma 2 assistências em passes verticais para Mexx Meerdink em 129 minutos na temporada. A qualidade de passe é indiscutível, mas ainda não se viu em campo se ele conseguirá manter a função de elo de Smit sob forte pressão. Meerdink voltou com um leve incômodo na panturrilha, mas já retornou aos treinos e deve começar como titular.
No Feyenoord, a dupla de zaga pode ser definida apenas no dia do jogo. Van Bronckhorst declarou que vai avaliar as condições de Tsuyoshi Watanabe, titular em todas as 7 rodadas da liga, no próprio dia da partida. Há relatos de que Jeremiah St. Juste também é dúvida. Caso Watanabe fique de fora, as alternativas ventiladas são escalar Thijs Kraaijeveld na zaga ou recuar Mármol para o miolo de zaga, colocando Javi López na lateral esquerda. A segunda opção mudaria também o papel de Mármol, que vinha dando amplitude atrás de Valente. No ataque, a baixa de Shaqueel van Persie entre os reservas já está confirmada.
No último confronto direto em Roterdã, em maio, o placar foi de 1 a 1. Na ocasião, o AZ Alkmaar do técnico Echteld abriu o placar logo aos 51 segundos e teve 60% de posse de bola, mas cedeu o empate a Hadj Moussa após perder a bola no início do segundo tempo. O episódio mostrou que o AZ Alkmaar pode ter a posse ali, mas também que qualquer perda gera perigo imediato de gol para o Feyenoord. De todo modo, o treinador e o meio-campo daquele Feyenoord eram diferentes dos atuais. Mais do que o histórico favorável recente em Roterdã, o desenho da pressão e o encaixe das peças de hoje são referências bem mais diretas.
2. Análise do confronto tático
A chave do jogo está no duelo entre a primeira linha de pressão do Feyenoord e a saída de bola do AZ Alkmaar sem Kees Smit. Durante a pausa internacional, o Feyenoord trabalhou a pressão e a basculação de todo o bloco. Quando o AZ Alkmaar sair jogando pelo goleiro Jari De Busser e pelos zagueiros para tentar achar o meio, o Feyenoord deve cortar opções de passe na frente e adiantar Gjivai Zechiël sobre o primeiro volante. Se o AZ Alkmaar perder a posse no próprio campo, Pherai e Hadj Moussa atacam em transição curta. Vale lembrar que o gol de empate no duelo de maio nasceu exatamente de uma recuperação de bola nesse setor.
Se o AZ Alkmaar quebrar essa pressão, a postura adiantada do Feyenoord vira uma grande oportunidade para os visitantes. Na visita ao Sunderland, o AZ Alkmaar sofreu com a saída travada pela pressão intensa no primeiro tempo, mas na etapa final conseguiu progredir várias vezes com passes rápidos e trocas de posição. Isso mostra que o técnico Echteld tem capacidade de ajuste durante a partida. Hoje, caso Byskov receba no meio e ache Meerdink com passes verticais, ou Daal receba nas costas de Read adiantado, a zaga do Feyenoord terá de sair da área para caçar. A ausência de Smit diminui a fluidez para superar a pressão, mas não elimina o perigo quando ela for superada.
No corredor direito do Feyenoord, as decisões de Hadj Moussa e Read vão se chocar com as de Chávez e Daal. Read deu 3 assistências em cruzamentos rasteiros contra o PEC Zwolle, e Hadj Moussa marcou 2 gols puxando da direita para dentro contra o Utrecht. Se Chávez subir junto com Daal, o lado esquerdo do AZ Alkmaar ganha muito peso ofensivo, mas qualquer perda de bola deixa espaço aberto nas suas costas para Hadj Moussa. Por outro lado, se Chávez ficar mais contido, ele reduz os espaços de drible de Hadj Moussa, mas deixa Daal isolado. Read também cede espaço para Daal explorar caso avance e perca a bola. Mais do que o avanço dos dois laterais em si, o ponto crucial será a velocidade de cobertura dos companheiros no momento da transição defensiva.
O lado oposto do Feyenoord depende ainda mais dos 11 iniciais. Quando Valente flutua para dentro, Mármol precisa sustentar o corredor esquerdo para garantir as associações por dentro com Zechiël. Se a ausência de Watanabe obrigar Mármol a ir para a zaga, essa função passa para López. Nesse cenário, Valente talvez precise ficar mais preso à ponta, o que também altera a forma de conter o lateral-direito Elijah Dijkstra e o ponta do AZ Alkmaar. Mesmo se Watanabe jogar, o Feyenoord segue convivendo com o risco ao adiantar as linhas: contra o ADO Den Haag, a equipe sofreu gol após perda de posse no ataque; contra o Barcelona, cedeu gol em um passe entrelinhas que desmontou a zaga no instante em que o bloco subia.
O comportamento dos times após abrir vantagem também pesa para o segundo tempo. Contra o Go Ahead Eagles, o Feyenoord abriu 2 a 0 na primeira etapa e não sustentou o placar, levando van Bronckhorst a apontar momentos de queda de intensidade e foco com a liderança no marcador. O AZ Alkmaar vencia o Willem II por 1 a 0 e levou o empate aos 81 minutos logo após uma perda de bola no meio. Por isso, independentemente de quem saia na frente, o adversário segue com boas rotas de reação. Contra o NEC Nijmegen, o Feyenoord voltou à frente após mexer no ataque no 1 a 1; o AZ Alkmaar virou de 1 a 2 para 3 a 2 diante do SC Heerenveen com alterações no intervalo. Ou seja, o desfecho do jogo dificilmente será definido apenas pelo placar da pressão inicial.
O valor do empate para a tabela também pode moldar as escolhas na reta final. Um empate mantém o AZ Alkmaar na liderança com 20 pontos, enquanto o Feyenoord iria a 18 e seguiria atrás do PSV. Considerando o histórico de van Bronckhorst de empilhar atacantes em busca do resultado, a tendência é que os donos da casa se lancem ao ataque no fim. Com isso, aumentam tanto o volume de finalizações do Feyenoord quanto os espaços de contragolpe para o AZ Alkmaar. Os dois clubes têm compromissos por competições europeias na sequência, mas não há indícios de que pouparão titulares; o calendário apertado deve pesar mais nas substituições ao longo do jogo do que no time que começa jogando.
Em Roterdã, a previsão aponta chuva perto do apito inicial e rajadas de vento no segundo tempo. Se o tempo confirmar a previsão, o gramado molhado tende a complicar o primeiro toque sob pressão, enquanto o vento pode prejudicar a precisão de lançamentos e cruzamentos altos. Isso afeta tanto as ligações diretas do AZ Alkmaar para Meerdink na tentativa de escapar da blitz quanto a leitura dos zagueiros do Feyenoord ao rebater bolas longas. Como a chuva e o vento reais só serão sentidos com a bola rolando, não dá para definir o sucesso de nenhum ataque apenas pelo clima.
3. Conclusão e palpite
Nosso palpite de placar é 2 a 2, com o mandante Feyenoord em primeiro. O Feyenoord tem boas chances de abrir o placar aproveitando a pressão inicial para roubar a bola no campo de ataque. A articulação do AZ Alkmaar sem Smit é o ponto mais vulnerável a essa blitz. Porém, se o Feyenoord perder a posse no meio depois de estar em vantagem, Daal e Meerdink têm condições de explorar as costas da zaga adiantada para empatar. Chegando à reta final em igualdade, com o Feyenoord precisando mais dos 3 pontos e arriscando mais no ataque, prevemos um cenário em que cada equipe marque mais uma vez.
O mercado dá um peso maior à vitória dos donos da casa, apoiado no mando de campo, no melhor ataque da competição e nas vitórias por 7 a 0 e 5 a 0 antes da parada. O alto número de chances criadas pelo Feyenoord justifica essa leitura das cotações. Contudo, essas goleadas recentes foram construídas contra equipes da parte de baixo da tabela que não souberam sair da pressão ou optaram por marcação individual frágil. O AZ Alkmaar tem ferramentas para fechar as linhas de passe e acionar Daal e Meerdink quando o adversário der espaços. Com ambas as equipes acumulando episódios recentes de ceder o empate após estarem na frente e a zaga do Feyenoord ainda indefinida, não temos tanta segurança de que o domínio dos mandantes vá se converter em vitória.
Essa projeção parte do princípio de que quem abrir o placar não conseguirá segurar a vantagem. Se Watanabe e St. Juste estiverem em campo e o Feyenoord mantiver o ritmo de marcação mesmo após o primeiro gol, forçando o AZ Alkmaar a iniciar os contragolpes muito recuado, a rota de empate dos visitantes fica enfraquecida. Se esse cenário se confirmar, a probabilidade de vitória do Feyenoord supera a do placar de 2 a 2.