O ataque do LAFC tem sido mais perigoso quando uma recuperação rápida ou um primeiro passe preciso encontra Son e lança Bouanga na área. Essa conexão funcionou muito bem contra o Austin, mas as duas atuações seguintes criaram bem menos oportunidades de chegar ao gol com frequência. O Galaxy tem seu próprio caminho, com Ruiz ou Roberto acionando Reus, Taylor e Klauss, além de contar com as bolas paradas para criar outra chance de cruzamento. A disputa no meio-campo e a segunda bola após cortes apressados devem definir quantas vezes cada lado consegue repetir essas jogadas.
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Dois jogos deste início de temporada da NBA em que o mando de quadra e um encaixe mais claro pesam para um dos lados, embora nenhum deles se desenhe como um atropelo. Os dois mandantes têm um motivo claro para serem mais confiáveis do que os números do adversário.
Dois jogos bem diferentes: um duelo da NBA no começo da temporada, decidido pelo desgaste e pela rotação, e um clássico entre times da mesma cidade em que as duas defesas costumam falhar.
Freiburg x Bayern parece uma vitória fora de casa sem complicações, mas o jeito como ela foi construída é mais interessante. O Bayern foi para o intervalo vencendo por 2 a 0: Upamecano marcou após passe de Olise, e Gnabry ampliou em cruzamento de Nathaniel Brown. No segundo tempo, o Freiburg passou a correr atrás do placar, com 44% de posse de bola. O único gol da equipe veio de um gol contra de Tom Bischof já no fim, e Olise fez o terceiro no quinto minuto de acréscimos.
Uma parada defensiva só conta de verdade quando alguém pega a bola. É esse detalhe que estou de olho em Knicks x Magic: New York conseguiu brigar nos rebotes mesmo nas derrotas, enquanto o último jogo de Orlando escapou das mãos tanto pelos arremessos perdidos quanto pelos rebotes cedidos. Se os Knicks concluírem as posses, será que conseguem manter a bola rodando sem devolver essas chances extras? Com apenas dois jogos de temporada regular para cada lado até aqui, isso ainda é uma dúvida, não um veredito.
As saídas do Sparta dão ao Ajax uma tarefa de recuperação e recomposição além de enfrentar o jogo de posse do próprio time. O Freiburg oferece cruzamentos pelas laterais e escanteios contra um setor central do Bayern modificado, enquanto o acesso frequente do Sporting à área encontra a rota de escape do meio-campo do Viseu. Nesses jogos, a relação importante está entre o primeiro cruzamento, o jogador que chega para apoiar e a ação seguinte da defesa.
O trio ofensivo mantido pelo Rio Ave enfrenta um Famalicão que está mudando uma função importante na saída de jogo. AZ e Twente protagonizam outro duelo em que a posse precisa chegar a um companheiro antes que o adversário se recomponha. Nos dois jogos, as evidências mais fortes vêm de conexões já testadas em campo.
A saída de bola recuperada do Milan e suas opções no ataque encaram um bloco defensivo da Udinese que, mesmo com a posse de bola recente, pouco conseguiu penetrar. Barcelona e Madrid protagonizam outro duelo: de um lado, a pressão constante pelos lados; do outro, ataques diretos buscando os jogadores pelo meio. As mudanças no elenco alteram a forma como essas jogadas são construídas e defendidas.
Os zagueiros da Real Sociedad que sabem sair jogando e a pressão do Levante nas bolas divididas colocam em foco o que acontece logo depois da mudança de posse. Na visita ao Nacional, o Braga deve apostar em tabelas curtas para liberar um jogador aberto, enquanto o meio-campo também precisa apoiar o centroavante. São jogos em que a qualidade do passe para encontrar alguém na área faz a diferença.
As saídas pelo meio do Sunderland enfrentam a amplitude dos alas e a pressão do Leeds na primeira troca de passes. O duelo entre Lecce e Juventus tem uma diferença parecida entre a posse territorial e as alternativas em escanteios e transições. As mudanças de jogadores disponíveis afetam a qualidade do cruzamento final e as infiltrações para receber nas duas partidas.
O Rennes aposta na amplitude e em jogadores chegando de trás contra a defesa de área do Strasbourg, enquanto os visitantes contam com opções diretas para atacar logo após recuperar a posse. O duelo do Marseille com o Le Havre também coloca a progressão por dentro e os passes pelos lados no centro da disputa. O desgaste das rodadas europeias recentes pesa mais pelas peças que foram a campo do que por uma suposição genérica sobre cansaço.
Os cruzamentos abertos do Angers encontram a defesa compacta pelo meio do Lorient e suas saídas rápidas. O Toulouse enfrenta uma versão diferente da mesma tarefa de defender a área, usando inversões de jogo para deslocar o Troyes antes de encontrar um segundo jogador. Esses jogos são decididos por quem encontra o próximo companheiro que dispara depois do primeiro cruzamento ou passe.
O jogo de posse do Celta e os ataques pelos lados do Betis devem disputar o espaço nas costas dos alas da equipe da casa. Em Portugal, Estoril e Moreirense já mostraram que há uma diferença entre avançar e criar boas finalizações com frequência. O detalhe decisivo nesses jogos é o que acontece depois que o primeiro passe ofensivo chega ao destino.
As jogadas por dentro do Auxerre vão encarar um Le Mans armado em um miolo compacto e saídas diretas. Os homens de frente dos mandantes vêm combinando passes e infiltrações contra diferentes adversários nas últimas partidas, enquanto os visitantes apostam mais em bolas esticadas para a dupla de ataque. O duelo decisivo deve ser a transição entre o meio-campo e a defesa quando quem recebe a bola gira de frente para o gol.
O Barcelona consegue manter a pressão no ataque por meio da circulação no meio-campo e pisando na área repetidas vezes, enquanto o Real Madrid aposta em infiltrações em profundidade e no perigo nas bolas paradas. O Sporting também consegue chegar bastante pelas pontas, mas o Académico de Viseu tem opções por dentro capazes de quebrar essa pressão. Nos dois jogos, produzir volume ofensivo e se proteger após a perda da bola são tarefas bem distintas.
O primeiro passe vertical do AZ terá de superar a pressão do Twente e a disputa pelas segundas bolas. O jogo entre Udinese e Milan também depende de a recepção inicial no ataque encontrar apoio suficiente. As relações entre os jogadores no ataque e a proteção após a perda da posse dão forma a esses confrontos.