Vechta ainda está sendo cotado como se fosse o time que chegou aos playoffs na temporada passada, mas joga sem um armador de ofício sequer. Kuhse, Trice e Clark estão lesionados, e o ala Sabally também está fora. É justamente esse ponto fraco que o jogo de Braunschweig explora. Minha análise se resume a isto: um time agressivo e veloz contra outro que não consegue cuidar da bola.
Os números após três jogos na liga são alarmantes. Vechta é o último colocado em turnovers (24,5 por jogo), aproveitamento nos arremessos de quadra (40,2%) e eficiência. O desempenho se repetiu contra três adversários diferentes, incluindo dois jogos fora de casa, então não foi apenas uma noite ruim. Em Jena, Vechta cometeu cinco turnovers e acertou só 1 de 9 nas bolas de três logo no primeiro quarto.
Braunschweig quer justamente o tipo de jogo oposto. O técnico de Vechta, Christian Held, disse com todas as letras: eles jogam em ritmo muito acelerado, com agressividade e intensidade física, e Vechta precisa diminuir o ritmo. Sem um armador principal, essa missão fica bem complicada. A pontuação de Braunschweig também é bem distribuída: sete jogadores anotam pelo menos 9,5 pontos, então o time não depende de um único jogador inspirado.
A vantagem mais clara de Vechta está nos rebotes: são 39,5 por jogo, contra 36,0 de Braunschweig, que ocupa a 16ª posição nesse quesito. Mas isso pesa menos quando o jogo é de transição e as posses terminam em turnovers, e não em arremessos errados.
O calendário também conta. Vechta saiu de um torneio classificatório da Liga dos Campeões direto para o início da temporada nacional. Dois dias depois, viaja para a Sérvia para disputar um jogo da Liga dos Campeões e, em seguida, recebe Ulm. São nove partidas em outubro. Braunschweig chega depois de mais de uma semana de descanso. A grande vitória de Vechta neste confronto, em abril, veio com o perímetro completo à disposição. Esse não é o time que entra em quadra agora.