O Twente tem mais de uma maneira de progredir da primeira saída protegida até a área adversária. O Pafos sabe defender de forma compacta e sair nos contra-ataques com Sema ou Correia, mas o seu poder de definição recente nas competições europeias dependeu demais de um único jogador. Este confronto passa muito por ver se essas escapadas vão conseguir virar finalizações limpas depois que a pressão do Twente se reorganizar.
Ørjasæter tem colocado bolas na área para Weghorst, e o Twente também achou uma transição no final e um passe direto a partir do goleiro contra o AZ. A goleada sobre o Excelsior foi construída contra dez jogadores, então a comparação mais útil é a variedade de jogadas mostrada diante do AZ. Já os dois gols europeus do Pafos foram anotados por Biel; ele jogou e marcou contra o Riga, desfalcou o time diante do Apollon e as notícias mais recentes da viagem confirmam que ele está fora, assim como Pepe, Goldar e Ngamaleu. Pelo lado do Twente, Drommel, Pröpper e Nijstad atuaram na última partida, enquanto o clube informa que Weidmann retorna e Unnerstall segue indisponível.
O Twente tem condições de pressionar e abastecer a área logo cedo para depois recuar as linhas num bloco mais baixo, assim como fez após abrir vantagem contra o AZ. O Pafos ainda consegue lançar jogadores em velocidade, mas, sem Biel, suas transições atuais deixam uma distância muito grande entre a primeira recepção e a finalização. Por isso, meu palpite é que este duelo termine com pelo menos um dos dois times sem marcar gol.