A pressão alta e os cruzamentos pelos lados devem dar ao Tottenham períodos de domínio territorial, enquanto o Coventry tem recursos para escapar da primeira pressão com bolas diretas. O duelo decisivo será a primeira disputa após uma bola longa e quem fica com a segunda bola. O Tottenham tem pressionado sem transformar isso sempre em chances claras, e o Coventry mostrou que consegue criar uma oportunidade na área sem manter a posse por muito tempo. Por isso, o espaço às costas da pressão e a qualidade do contato seguinte serão centrais nesta partida.
O Tottenham pode recuperar a bola cedo e acionar Kudus ou Solanke com Tonali, como fez contra o Manchester United. O Coventry pode responder com os lançamentos diagonais de Rushworth para DaSilva ou com a bola longa de Grimes. Rushworth encontrou DaSilva para o gol da vitória contra o Forest, enquanto o Tottenham perdeu a primeira e a segunda disputa em uma reposição direta do goleiro contra o Villa.
O arremesso lateral longo de Van Ewijk oferece a Cherif e Rudoni mais um caminho para disputar a segunda bola; um lateral antecedeu o gol de Cherif contra o Newcastle. Do outro lado, Thomas e Pinnock podem cortar o primeiro cruzamento do Tottenham para a área, embora os Spurs ainda contem com Solanke para receber pelo alto e com os passes para trás de Kudus. Bergvall e Savio estão fora depois de atuarem contra o United, o que muda a capacidade comprovada do Tottenham de interceptar cedo e levar a bola pela esquerda. Bentancur está suspenso, enquanto a espinha dorsal do jogo direto do Coventry — Rushworth, Van Ewijk, DaSilva, Rudoni e Cherif — teve bastante tempo em campo contra o Newcastle.
O Tottenham ainda deve pressionar e cruzar pelos lados, mas o Coventry pode escapar dessa pressão e chegar à área em jogadas trabalhadas ou na segunda bola. Mesmo que o Tottenham abra o placar, o Coventry pode voltar ao jogo acionando esses mesmos jogadores. Por isso, ficamos com o Coventry para cobrir o handicap protegido.