Estas duas partidas colocam frente a frente defesas com uma brecha evidente. Em Sittard, um time da casa que tem pouca posse de bola e permite uma enxurrada de finalizações enfrenta uma defesa do Excelsior que não para de cometer pênaltis e marcar gols contra. Em Old Trafford, o United, sem um volante de contenção, encara uma linha alta do Bournemouth que já foi furada nesta temporada. Nos dois jogos, cada equipe tem seu próprio caminho para marcar.
Com Buijs, o Sittard mal vê a bola, até quando joga em casa. Teve entre 35% e 43% de posse contra Twente, Ajax e o time que venceu por 3 a 1. Cria pouco e cede muitas finalizações: foram 24 chutes e 13 escanteios contra o NEC. Ainda assim, marca com Descotte atacando o espaço nas costas da defesa, Zeefuik fazendo o pivô e as bolas paradas de 't Zand. O Excelsior fica mais com a bola, mas entrega gols baratos: um erro do goleiro que resultou em pênalti contra o Heerenveen, depois um gol contra e dois pênaltis contra o Groningen. Os desfalques do Sittard já tinham ficado de fora dos dois últimos jogos, que terminaram em 1 a 1 e 2 a 2.
O United não terá Mainoo nem Ugarte, então ninguém protege a linha de quatro, e também está sem Shaw e Dorgu pela esquerda. Foi superado na criação de chances em quatro jogos seguidos, inclusive em casa contra o Tottenham, e Baleba perdeu a bola no campo de defesa antes de um gol contra o Como. A pressão do Bournemouth vai direto para cima desse setor, e Kluivert e Adli também podem criar perigo com pênaltis e faltas.
O United também tem um caminho para marcar. Mbeumo e Amad podem atacar o espaço nas costas da linha alta, que o Chelsea furou duas vezes nos três primeiros minutos, e o United marcou em oito dos últimos dez jogos. O Bournemouth chega com menos de três dias de descanso após enfrentar o Milan, então o jogo deve ficar mais aberto na reta final, com chances para os dois lados.
Por isso, ficamos com um jogo aberto em Sittard e com gols tanto do United quanto do Bournemouth.