O Arsenal deve ficar com a maior parte do território, enquanto o Fleetwood tentará manter o meio-campo próximo da linha defensiva. O ponto importante é saber com que frequência essa posse se transforma em uma recepção limpa dentro da área. As bolas alçadas pelo Fleetwood das laterais dão às rebatidas um propósito além de simplesmente encerrar o primeiro ataque.
A atuação do Fleetwood na Copa contra o Sheffield United mostrou uma equipe compacta, que limitou as boas chances do adversário e ainda conseguiu uma saída para o ataque. O cruzamento de Danny Andrew provocou o gol contra que decidiu a partida, e o recente gol de empate de Coughlan em cobrança de falta é outro exemplo da ameaça que a equipe oferece mesmo com pouca posse de bola. Nos jogos recentes contra Everton e Forest, o Arsenal mostrou como a pressão paciente pode virar gol em jogadas de bola parada ou com mudanças feitas mais tarde.
A escalação esperada do Arsenal para a Copa mantém opções experientes no ataque em torno de Eze, Dowman e Zubimendi, enquanto poupa vários jogadores que costumam organizar a equipe. Essas escalações foram divulgadas, mas ainda não estão confirmadas. Saka, Tzolis e Saliba seguem fora depois de não serem relacionados contra o Everton; a volta de Cannon, segundo as informações, deve ser gradual, com minutos no banco.
Esperamos que o Arsenal faça a defesa adversária se deslocar de um lado para o outro e que o Fleetwood busque cruzamentos, em vez de tentar ficar longos períodos com a posse de bola. A atuação compacta do time na Copa e a ameaça que ainda oferece nas bolas paradas indicam que pode manter uma margem competitiva diante da escalação esperada. Por isso, ficamos com o Fleetwood para perder por uma diferença administrável.