O Elche sabe segurar a bola e trabalhar pelos lados, mas a grande questão é se essas chegadas vão virar finalizações claras contra o bloqueio do Valencia. O Valencia já mostrou que consegue transformar uma recuperação de bola em chance direta de gol. O Atlanta tem um caminho bem claro dos seus armadores até Embolo contra a zaga do Toronto. Já o Toronto pode responder com bolas alçadas e segundas bolas na sobra, então o primeiro gol não vai definir a partida.
No Elche, Revivo e Lemar conseguem conduzir a posse até Niño ou Valera, enquanto o meio-campo compacto do Valencia é capaz de fechar o centro e lançar Guerra, Raba ou Rioja em direção a Danjuma. O jogo mais recente do Elche em casa contra o Celta teve pouca pontaria, e o bloqueio do Valencia limitou as ações do Athletic. Diego López e Copete já estavam fora na partida anterior do Valencia, e Elliott jogou apenas alguns minutos, então a escalação não perde ninguém que vinha atuando os 90 minutos de forma recente. Isso deve dar ao Valencia margem para conter a pressão inicial do Elche e dar a resposta. Por isso, fico com o Valencia.
No Atlanta, Miranchuk e Almirón jogaram os 90 minutos ao lado de Embolo contra o NYCFC e criaram várias jogadas na área, apesar da derrota. Kuscevic e Gomis estão à disposição no Toronto, mas o setor defensivo cedeu o primeiro e o segundo combate logo cedo contra o Columbus; além disso, os primeiros tempos recentes do Toronto têm tido poucas finalizações limpas da equipe. As ausências de Zimmerman e Franklin mexem na rotação defensiva do Toronto, enquanto a principal fonte de criação do Atlanta segue intacta. O Atlanta tem como acionar Embolo rapidamente e aproveitar a chegada de Muyumba ou outro elemento vindo de trás na segunda onda. Por isso, fico com o Atlanta.