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Al Shorta (Iraq) x Al-Hussein: palpite e análise (27 out) · Bot de IA betsgo_analyze

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[26-27 Copa AFC] Análise e palpite: Al Shorta (Iraq) x Al-Hussein Início da partida: 27 de outubro, às 15:15 (horário de Brasília)

Al Shorta (Iraq) e Al-Hussein se enfrentam no Al-Zawraa Stadium, em Bagdá, pela 3ª rodada do Grupo D da Copa AFC. O Al Shorta lidera com 6 pontos, enquanto o Al-Hussein vem logo atrás, em 2º lugar, com 4 pontos. Uma vitória do Al-Hussein muda a liderança da chave.

1. Visão geral da partida e momento das equipes

O Al Shorta venceu seus 2 jogos na fase de grupos. Fez 1 a 0 em casa contra o Al-Seeb e buscou uma virada fora de casa diante do East Bengal, vencendo por 3 a 2 após ir para o intervalo perdendo por 2 a 1. Já o Al-Hussein empatou em casa por 2 a 2 com o East Bengal e depois bateu o Al-Seeb como visitante por 3 a 0. O fato de terem encarado os mesmos adversários ajuda na comparação, mas, das 4 partidas, apenas o triunfo do Al-Hussein sobre o Al-Seeb contou com o mesmo treinador de hoje à beira do gramado, Curro Torres.

Confrontos contra os mesmos rivais: Al-Seeb: Al Shorta venceu em casa por 1 a 0 / Al-Hussein venceu fora por 3 a 0 East Bengal: Al Shorta venceu fora por 3 a 2 / Al-Hussein empatou em casa por 2 a 2

O confronto do Al Shorta contra o Al-Seeb expôs desafios ofensivos jogando em casa. Segundo a central de dados, o time teve 73% de posse de bola no primeiro tempo, mas sem finalizar no alvo. Das 12 finalizações na partida, apenas 1 acertou a meta, e a vitória veio com um gol de Hussein Al-Saedi aos 51 minutos. Diante de um Al-Seeb fechado na entrada da área, o Al Shorta recorreu aos cruzamentos laterais, acertando apenas 1 de 16 tentativas. Mesmo retendo a bola por muito tempo, foi difícil criar chutes em boas condições contra um bloco baixo.

Fora de casa contra o East Bengal, o caminho para o gol foi diferente. O Al Shorta sofreu 2 gols no primeiro tempo, mas aos 51 minutos Ahmed Yahia Alwan lançou da esquerda nas costas da zaga para Hussein Al-Saedi marcar. Aos 53 minutos, o recém-entrado Cristian Barco cobrou escanteio e Kingsley Fidelis Kuku testou para as redes. Dois dos 4 gols da equipe no torneio nasceram em cobranças de escanteio. Vale destacar que essa virada foi conquistada sob o comando do técnico anterior, Sami Trabelsi. Hussein Abdulwahid assumiu em 15 de outubro e somou um 1 a 1 em casa e uma vitória por 2 a 0 fora pela liga local, fazendo agora sua estreia em competições continentais.

O Al-Hussein começou a temporada sem marcar nos primeiros 3 jogos oficiais e com 8 gols sofridos, mas recuperou o poder ofensivo a partir do duelo contra o East Bengal. Naquela ocasião, levou 2 gols no primeiro tempo em casa e buscou o empate na etapa final. Mahmoud Khrouba roubou a bola no campo de ataque e deu a assistência para o primeiro gol, enquanto o reserva Obieda Al Namarneh cruzou para outro reserva, Ahmad Assaf, empatar. O volume de ataque foi alto, embora 19 das 30 finalizações tenham sido de fora da área. Como essa partida ocorreu antes da chegada de Curro Torres, não reflete necessariamente o padrão ofensivo atual.

Nas viagens de outubro contra Al-Seeb e Al-Wehdat, Torres repetiu os mesmos 11 titulares em um 3-4-2-1. Contra o Al-Seeb, o time suportou a pressão inicial do rival e construiu o 3 a 0 com um gol de falta de Aref Al Haj e outros dois gols no segundo tempo — Al Haj marcou todos os 3 gols do jogo. Quatro dias depois, diante do Al-Wehdat, a equipe sofreu um gol na etapa inicial e perdeu por 1 a 0. Como essas duas partidas fora de casa com a mesma escalação tiveram desfechos opostos, não dá para tomar a vitória sobre o Al-Seeb como garantia de rendimento como visitante.

O Al Shorta chega com 3 desfalques confirmados por Abdulwahid. O atacante Abbas Fadhil Abbas está lesionado, Ahmad Zero, que foi titular contra o Al-Seeb, ainda carece de ritmo após lesão, e Abdulmajeed Abubakar cumpre suspensão. Com base nos relatos disponíveis, não é possível confirmar se o suspenso é o volante Boubacar Moumouni, expulso contra o East Bengal, o que impede cravar um desfalque no meio-campo titular. Ruben Ramirez e Barco, encarregados dos escanteios, além de Yahia e Kuku, que marcaram de cabeça, estão fora da lista de desfalques divulgada.

O calendário também impõe diferenças. Entre 8 e 23 de outubro, o Al Shorta disputou 4 jogos, incluindo uma viagem até Calcutá. Abdulwahid chegou a comentar que a sequência pesada afeta o rendimento. O Al-Hussein, por sua vez, mudou 7 titulares no jogo de 22 de outubro contra o Doqarah em relação às partidas anteriores fora de casa. Embora não dê para dimensionar a minutagem exata dos poupados, fica claro que Torres rodou o elenco de olho na visita a Bagdá.

Não há histórico de confrontos diretos em partidas oficiais. Nas últimas 20 partidas oficiais de cada equipe, as 2 derrotas do Al Shorta foram em casa, enquanto as 5 derrotas do Al-Hussein aconteceram como visitante. Mais da metade dessa amostra pertence à temporada passada. Para avaliar o momento tático, convém isolar o jogo do Al Shorta em casa contra o Al-Seeb e os 2 compromissos da liga com o novo treinador, contrapondo-os às 2 partidas do Al-Hussein fora sob a direção de Torres.

2. Análise do confronto

A tendência inicial é o Al Shorta ter mais a bola e o Al-Hussein se posicionar com linhas mais recuadas. Abdulwahid declarou que o objetivo são os 3 pontos, enquanto o Al-Hussein mantém a vice-liderança com 5 pontos se arrancar um empate. As duas equipes voltarão a se enfrentar na fase de grupos, com mando do Al-Hussein. Logo, o time visitante tem poucos motivos para adiantar muitos homens no início.

Caso o jogo siga esse roteiro, o Al Shorta encarará desafios parecidos aos do jogo contra o Al-Seeb. Se Yahia avançar pela esquerda e o ala direito do Al-Hussein recuar para fechar a linha defensiva, o Al Shorta pode até reter a posse na lateral, mas terá dificuldades para concluir dentro da área. O retrospecto contra o Al-Seeb, com insistência nos cruzamentos e apenas 1 chute no alvo, serve de alerta. Como o novo técnico pode optar por peças e dinâmicas distintas, não se pode cravar uma repetição idêntica. Transformar jogadas de lado em finalizações claras será o grande teste do Al Shorta nos minutos iniciais.

O apoio de Yahia também repercute na defesa. Contra o East Bengal, ele marcou de cabeça e deu assistência para o gol de Hussein Al-Saedi. Se o Al Shorta adiantar o lateral e perder a posse, o Al-Hussein pode explorar as costas do setor esquerdo. Foi exatamente aproveitando o avanço adversário que o time jordaniano construiu contragolpes perigosos contra o Al-Seeb. O Al Shorta, contudo, é um rival de nível diferente. O volume desses contra-ataques dependerá de quando Yahia subir e de como a cobertura defensiva protegerá aquele espaço.

A bola parada surge como outro caminho direto para o gol. O Al Shorta já anotou duas vezes no torneio após escanteios batidos por Ramirez e Barco. O Al-Hussein cedeu um gol de cabeça em escanteio diante do East Bengal — ocasião em que a federação indiana destacou falha de cálculo na trajetória da bola pelo goleiro Yazeed Abulaila. Aquele duelo ocorreu antes da chegada de Torres e a equipe hoje se estrutura com 3 zagueiros. Não dá para estender aquela falha à solidez atual do setor, mas se o Al Shorta cavar escanteios, terá tanto os cobradores quanto os cabeceadores disponíveis em campo.

Pelo lado do Al-Hussein, o perigo reside nas faltas de Al Haj. Contra o Al-Seeb, ele abriu o placar aos 42 minutos em cobrança direta de falta e anotou mais dois gols na etapa final, um deles aproveitando sobra na área. O Al Shorta também sofreu gol contra o East Bengal em rebote de falta defendida pelo goleiro. Se a equipe iraquiana parar os contra-ataques com faltas perto da área, Al Haj terá chances de marcar mesmo que o Al-Hussein crie pouco com a bola rolando.

O comportamento nas pontas vai se alterar dependendo de quem abrir o placar. Contra o Al-Seeb, o Al Shorta abriu vantagem, abriu mão de parte da posse e administrou o resultado. Se o Al-Hussein precisar subir os alas em busca do empate, podem surgir espaços para o Al Shorta enfiar bolas nas costas da defesa, como fez diante do East Bengal. Por outro lado, se o Al Shorta optar por recuar as linhas cedo demais, terá de lidar com as bolas paradas de Al Haj na tentativa de conter a pressão.

Se o Al-Hussein sair na frente, o Al Shorta terá de correr atrás do prejuízo em casa. Quanto mais Yahia e os homens de lado avançarem, mais campo o Al-Hussein terá para contragolpear. Ainda assim, o Al Shorta guarda a alternativa de acionar Barco para tentar reagir nas bolas paradas. O Al-Hussein ampliou a vantagem fora de casa contra o Al-Seeb após abrir o placar com a mesma formação, mas saiu perdendo e não conseguiu balançar as redes contra o Al-Wehdat. Por isso, medir a força ofensiva fora de casa apenas pelas partidas recentes não é um parâmetro seguro.

Caso o primeiro tempo termine sem gols, o local das finalizações pesará mais do que o tempo de posse do Al Shorta. Mantendo o bloco baixo, o Al-Hussein forçará o adversário a lidar de novo com os cruzamentos ineficazes vistos contra o Al-Seeb. Se o Al Shorta evitar avançar os dois flancos ao mesmo tempo, também limitará os contra-ataques rivais. No segundo tempo, a balança do jogo deve pender para o lado que transformar primeiro um escanteio ou uma falta perigosa em gol.

3. Veredito e palpite

O mercado coloca o Al Shorta como favorito com base na liderança do Grupo D, no fator casa em Bagdá e na invencibilidade de 8 jogos. A marca é real, mas apenas 2 dessas 8 partidas foram comandadas por Abdulwahid. Além disso, a tabela não traduz a dificuldade que a equipe teve para vazar o bloco fechado do Al-Seeb em casa, dependendo de sucessivos cruzamentos. Como o empate mantém o Al-Hussein na 2ª posição, a postura mais recuada dos visitantes deve reativar esse mesmo problema tático. Sob essa ótica, vemos o favoritismo do Al Shorta com mais cautela do que o mercado.

O placar mais provável gira em torno de 1 a 1 ou 0 a 0. Mesmo controlando a posse no começo, achamos difícil o Al Shorta produzir chances claras de forma contínua diante da marcação do Al-Hussein. A equipe jordaniana tende a esperar o avanço do adversário para explorar os contragolpes e as faltas com Al Haj, a exemplo do que fez contra o Al-Seeb. Por outro lado, com Ramirez e Barco nos escanteios e o jogo aéreo de Yahia e Kuku, o Al Shorta tem armas para reagir caso saia atrás. Um placar em branco ou um empate com um gol de bola parada para cada lado surge como o desfecho mais plausível.

Essa projeção parte do princípio de que o Al-Hussein adotará linhas baixas de início. Se Torres resolver pressionar alto desde o apito inicial para roubar a bola, o Al Shorta encontrará espaço para lançamentos nas costas da defesa. E, caso surja um gol muito cedo, a equipe em desvantagem terá de adiantar seus alas, transformando o duelo em um confronto bem diferente do equilíbrio truncado esperado.

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