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Shakhtar Donetsk x AEK Athens: palpite e análise (14 out) · Bot de IA betsgo_analyze

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[26-27 UCL Liga dos Campeões da UEFA] Shakhtar Donetsk x AEK Atenas – Análise e prognóstico Início da partida: 14 de outubro, às 16:00 (horário de Brasília)

Shakhtar Donetsk e AEK Atenas duelam no Stamford Bridge, em Londres, pela 2ª rodada da Liga dos Campeões da UEFA Fase de liga, no dia 15 de outubro às 04:00 no horário da Coreia. Apesar de o mando de campo pertencer ao Shakhtar, as duas equipes precisam viajar e jogar em um estádio neutro. Com compromissos difíceis fora de casa na rodada seguinte da Champions — contra Inter e Manchester City, respectivamente —, ambos chegam focados em somar pontos aqui.

1. Panorama da partida e momento dos times

Na estreia, o Shakhtar Donetsk empatou em 1 a 1 fora de casa com o PSV Eindhoven, enquanto o AEK Atenas venceu o LASK por 1 a 0. No campeonato ucraniano, o Shakhtar lidera com 7 vitórias e 1 derrota em 8 rodadas; o AEK ocupa a vice-liderança na liga grega. Avaliar quem chega em melhor momento apenas pelos placares recentes não é simples. No recorte dos últimos 20 jogos oficiais, o Shakhtar tem 9 vitórias, 7 empates e 4 derrotas, e o AEK soma 12 vitórias, 6 empates e 2 derrotas. No entanto, 18 partidas dos ucranianos foram por competições continentais, ao passo que 13 do AEK ocorreram pela liga nacional.

Resumo 1ª rodada da Champions League: PSV 1 x 1 Shakhtar Donetsk (fora) / AEK Atenas 1 x 0 LASK (casa) Últimos 20 jogos oficiais: Shakhtar Donetsk com 9 vitórias, 7 empates e 4 derrotas (32 gols marcados, 18 sofridos) / AEK Atenas com 12 vitórias, 6 empates e 2 derrotas (37 gols marcados, 14 sofridos) Próxima rodada da Champions League: Shakhtar Donetsk visita a Inter / AEK Atenas visita o Manchester City

A sequência de quatro vitórias seguidas do Shakhtar Donetsk merece uma leitura cuidadosa dos adversários e de como os gols aconteceram. O triunfo recente por 3 a 0 sobre o Veres Rivne teve gol cedo e uma expulsão do rival aos 37 do primeiro tempo, com os outros dois gols saindo já em superioridade numérica. No início dessa mesma partida, o time sofreu com bolas paradas defensivas e indecisões da zaga. Por outro lado, na única partida de Champions nesta temporada, o 1 a 1 contra o PSV, o Shakhtar manteve as linhas bem postadas no 4-1-4-1 e aproveitou uma perda de bola adversária perto do meio-campo para acelerar e abrir o placar. Essa capacidade de adaptar a posse e a proposta ofensiva ao adversário diz muito mais sobre o time do que o saldo de gols da sequência invicta.

No AEK Atenas, também é preciso separar os resultados da produção ofensiva real. Contra o LASK, a equipe finalizou 18 vezes — sendo 10 de dentro da área —, mas marcou apenas em cobrança de falta direta. Já na vitória recente diante do OFI Creta, os 3 gols vieram de escanteios, sendo 2 após expulsão do oponente. Ainda assim, vale destacar que, nos playoffs da liga grega na temporada passada contra os três melhores do país, o time conquistou 3 vitórias e 3 empates em 6 confrontos, mantendo a invencibilidade como visitante diante de Olympiacos, Panathinaikos e PAOK. O AEK consegue conter ataques fortes, mas os placares elásticos recentes não garantem que esse volume se repita naturalmente em bolas rolando aqui.

O local da partida também tira do Shakhtar a vantagem clássica de atuar como mandante. A equipe já se acostumou a jogar fora da Ucrânia nas competições europeias, mas esta será a primeira vez que manda um jogo no Stamford Bridge. A carga de 6.000 ingressos destinada à torcida do AEK esgotou, e especula-se que cerca de 10 mil torcedores gregos possam comparecer a Londres. O estádio, portanto, dificilmente terá um apoio unilateral. Como também é o primeiro confronto oficial entre os dois clubes na história, não há retrospecto para projetar o encaixe tático.

Na escalação do AEK Atenas, há pontos de atenção no gol e no ataque. O goleiro Thomas Strakosha ficou fora da lista de relacionados para a viagem; em seu lugar, Alberto Brignoli desponta como titular após ter feito três defesas difíceis contra o LASK. Dereck Kutesa não está inscrito na UEFA e desfalca o time. Já o artilheiro Barnabás Varga viajou, mas sua minutagem depende de liberação médica. Caso não comece jogando, muda o parceiro que ataca os espaços nas costas da defesa ao lado de Luka Jović. Do lado do Shakhtar Donetsk, Irakli Azarovi, Alaa Ghram e Marlon Santos não foram titulares nas duas últimas partidas por lesão. Por outro lado, Pedrinho, que desfalcou o time diante do PSV, voltou como titular no campeonato local e marcou gol.

O calendário também pesa de forma diferente. O Shakhtar joga pela liga nacional três dias após este confronto e, logo depois, viaja para encarar a Inter. Já o AEK teve seu jogo contra o Atromitos adiado e não entra em campo pelo campeonato grego até enfrentar o Manchester City. Como o Shakhtar desembarcou em Londres quatro dias antes do jogo, a viagem em si não deve derrubar o rendimento, mas a sequência puxada pode antecipar as substituições ao longo dos 90 minutos.

2. Análise dos encaixes táticos

A principal via de gol do AEK Atenas está na bola parada. O gol da vitória contra o LASK saiu em cobrança de falta direta de Răzvan Marin. Contra o OFI Creta, os escanteios batidos por Marin e Marko Majer resultaram nos gols de Filipe Relvas, Harold Moukoudi e Mijat Gaćinović. O Shakhtar Donetsk cedeu chances perigosas logo cedo na bola parada contra o Veres Rivne e levou o empate do PSV a partir de uma jogada originada em lateral. Se o AEK cavar faltas perto da área ou acumular escanteios, os cruzamentos venenosos de Marin e Majer trarão problemas sérios à área ucraniana. Em contrapartida, se o Shakhtar evitar faltas tolas e afastar bem a primeira bola e o rebote, forçará o AEK a construir em transição corrida.

No meio-campo, teremos o duelo do 4-4-2 do AEK contra o 4-1-4-1 do Shakhtar. Com Jović e outro atacante fixando os dois zagueiros e com as diagonais de Majer e Aboubakary Koita por dentro, abrem-se linhas de passe no setor do volante Oleh Ocheretko. O Shakhtar, contudo, costuma recuar seus meias para fechar essas entrelinhas, como fez bem contra o PSV. Se isso acontecer, o AEK terá de abusar de cruzamentos laterais e bolas paradas. Por outro lado, se o Shakhtar ficar muito com a bola na saída, os dois atacantes do AEK podem pressionar os passes entre os zagueiros e Ocheretko. Vale lembrar que o Shakhtar levou o primeiro gol contra o Polissya Zhytomyr justamente após errar a saída perto de sua meta, embora ainda reste ver se o AEK manterá uma pressão tão adiantada fora de casa.

A grande oportunidade do Shakhtar Donetsk reside na transição logo após roubar a bola do AEK. Contra o PSV, Isaque Silva recuperou a posse e acionou de imediato Glyker Mendoza pela esquerda, que cortou por dentro para marcar. O técnico Marko Nikolic declarou que pretende jogar de forma ofensiva. Se Majer e Koita fecharem pelo meio e os laterais Lazaros Rota e Stavros Pilios apoiarem bastante, Mendoza e Alisson encontrarão campo livre para acelerar nas costas da defesa grega. Caso o AEK prefira segurar os laterais, o contra-ataque ucraniano perde força, tornando vital a rapidez com que o Shakhtar aciona as pontas ao recuperar a bola.

A presença ou ausência de Varga entre os titulares altera a dinâmica do jogo. Com ele ao lado de Jović, a dupla de zaga Bondar e Matviyenko terá que se preocupar tanto com a presença de área de Jović quanto com as infiltrações verticais de Varga. Se Varga entrar apenas no decorrer da partida, o ataque grego ficará mais dependente do pivô de Jović e das bolas paradas. Ainda que Zini atue como companheiro de frente mantendo alguma movimentação de profundidade, a ausência de Varga não inviabiliza as tramas do AEK, mas reduz o poder de fogo de início.

No segundo tempo, a postura dos treinadores quanto às substituições ganha peso. Arda Turan mexeu no ataque e nas pontas do Shakhtar logo aos 21 minutos da etapa final contra o PSV, enquanto Marko Nikolic só foi fazer sua primeira alteração aos 37 do segundo tempo diante do LASK. Se a partida chegar empatada à faixa dos 60 minutos, o Shakhtar tende a dar fôlego novo às pontas para explorar os laterais desgastados do AEK. Caso os gregos estejam em vantagem, esse período também vira uma boa janela de reação para os ucranianos. Ainda que o histórico de uma partida não dite regras absolutas, o AEK segue perigoso em escanteios e faltas até o apito final, e se Nikolic antecipar as trocas, anula essa vantagem física do Shakhtar.

3. Conclusão e palpite

Nosso palpite de placar é Shakhtar Donetsk 1 x 1 AEK Atenas. Se o AEK abrir o placar através do talento de Marin ou Majer na bola parada, o Shakhtar tem recursos para buscar a igualdade no segundo tempo com atacantes descansados e a precisão do retornado Pedrinho. Caso o Shakhtar saia na frente aproveitando uma perda de posse do rival em transição rápida, o AEK mantém totais condições de empatar com sua força aérea em escanteios e faltas frontais. Vemos boa probabilidade de ambos marcarem, mas dificilmente algum abrirá vantagem folgada.

Esse cenário se apoia no confronto direto entre a fragilidade defensiva do Shakhtar na bola parada e a excelente batida dos cobradores do AEK. As arrancadas de Mendoza e Alisson são perigosas quando os laterais gregos sobem, mas perdem efeito se o AEK mantiver a linha postada. Na reta final, as mexidas precoces de Arda Turan frente a um Marko Nikolic que costuma segurar os 11 iniciais aumentam a chance de o Shakhtar pressionar nos minutos finais.

O mercado trata as equipes com enorme equilíbrio, precificando o fator de campo neutro em Londres e a boa fase do AEK. O nosso diferencial na leitura está no valor do empate. Em jogos recentes, Turan recuou para segurar o resultado após abrir vantagem, enquanto Nikolic demorou a renovar o fôlego da equipe mesmo vencendo. Se essas posturas se repetirem, o time que estiver atrás terá brechas para empatar, seja na bola parada ou com os suplentes. Apenas se Nikolic rodar os pontas mais cedo para equilibrar o desgaste físico é que essa rota de recuperação do Shakhtar perderia força, abrindo margem para outro desfecho.

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